Confira 5 sinais do amadurecimento no uso de IA em sala de aula
Educação
O uso de Inteligência Artificial vem se consolidando no ambiente educacional, especialmente após a integração na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que prevê o uso da ferramenta como apoio aos professores, para personalizar o ensino e ampliar possibilidades de aprendizado. Entretanto, é preciso disciplina e maturidade de todas as partes, para que essa implementação cumpra seu propósito educacional.
Para Victor Haony, assessor pedagógico da Mind Makers, solução educacional que trabalha com a disciplina Mundo Computacional, a proposta de currículo de ensino de computação da SOMOS Educação, que insere a IA como ferramenta no plano pedagógico, oferece diversos benefícios, principalmente na otimização do tempo docente.
Na prática, a Inteligência Artificial facilita o dia a dia do docente, tornando o papel do professor mais estratégico em sala de aula.
“O professor recebe auxílio ao elaborar planos de aula e sequências didáticas, na criação de exercícios adaptados, na produção de materiais de revisão e simulados, além de dados de desempenho dos estudantes, facilitando que tenha uma visão geral sobre o nível de aprendizagem da turma e individualizada, por aluno”, indica o especialista.
O contato direto do aluno com a solução também pode ser grande aliado nos estudos. Por meio da IA, com a orientação correta, o estudante pode buscar exercícios com diferentes níveis de dificuldade, além de explicações em formatos variados, que sejam adequadas às suas necessidades, com feedbacks imediatos e recomendações de estudo, de acordo com o ritmo de aprendizado.
Dessa forma, as escolas que usam a tecnologia de maneira planejada, tanto para os alunos como para os professores, conseguem notar o desenvolvimento pleno de competências exigidas no século XXI.
“As escolas costumam relatar maior engajamento dos estudantes, melhoria no acompanhamento individual da aprendizagem, ganho de tempo para os professores, fortalecimento de habilidades digitais de ambas as partes, além da possibilidade de desenvolver competências como resolução de problemas, criatividade, análise crítica e colaboração”, comenta o especialista.
Entretanto, Haony também alerta sobre desafios e riscos que precisam ser considerados pela gestão escolar antes de aderir à IA. Para ele, as questões relacionadas à privacidade e proteção de dados, assim como desigualdade de acesso tecnológico dentro do ambiente escolar, precisam ser colocadas em pauta pela coordenação.
Além disso, quando a implementação não é feita de maneira planejada e orientada, existem questões que podem demonstrar que o aluno ainda não está amadurecido para ter total acesso à IA. Para Haony, quando um jovem perde a confiança em sua capacidade de argumentação e depende das respostas prontas da ferramenta, assim como também quando usa de maneira excessiva ou inapropriada, são atitudes que refletem imaturidade no uso da ferramenta.
De acordo com o assessor pedagógico, existem sinais de que a escola está no caminho certo para atingir maturidade no uso da solução. Confira:
- Uso de maneira pedagógica: integrar a IA aos objetivos de aprendizagem, ao invés de tratar apenas como ferramenta produtiva;
- Preparo dos professores para medir o uso da tecnologia: o crescimento de profissionais preparados para aplicar o pensamento computacional, permite um uso mais crítico e intencional;
- Personalização do aprendizado em escala: o uso da ferramenta com o intuito de adaptar o ensino e promover acessibilidade dentro de sala de aula;
- Debates sobre ética, autoria e pensamento crítico: a discussão constante com os alunos sobre a função da IA e imposição de limites, favorece o uso consciente;
- Integração da ferramenta com metodologias ativas: a cultura maker – metodologia que foca no aprendizado prático e na criação de soluções inovadoras para problemas cotidianos -, por exemplo, alinhada com a IA, fortalece a resolução de problemas, projetos interdisciplinares e aprendizagem criativa, fortalecendo o protagonismo.
