Motriz apresenta relatório anual com avanços em alfabetização e redução de desigualdades na educação pública
Impacto das ONGs
A Motriz, organização sem fins lucrativos que atua no fortalecimento de governos locais para que entreguem serviços públicos de qualidade a todas as pessoas no Brasil, divulgou seu Relatório Anual 2024, que apresenta avanços importantes em seus programas e no impacto gerado em todo o país.
Ao longo de 2024, a organização atuou em mais de 40 territórios ao redor do país e apoiou a formação de mais de 1.000 lideranças públicas, além de fortalecer mais de 270 departamentos governamentais. Suas iniciativas alcançaram diretamente mais de 2 milhões de estudantes da educação básica espalhados pelo Brasil.
Educação e alfabetização
O relatório apresenta os principais resultados da atuação da organização, com destaque para os avanços na melhoria da educação pública e no engajamento de lideranças públicas. Na frente de ‘Educação’, a ONG concentrou esforços na alfabetização de crianças de redes públicas de ensino. Entre as iniciativas implementadas se destaca o “Gestos que Alfabetizam”, documento orientador para a formulação de políticas de alfabetização, com diretrizes sobre organização curricular, formação docente, avaliação continuada e governança orientada por dados.
Com foco no Norte do país e dentro dos programas “Motriz Educação” e “Motriz Educação Amazônia”, a ONG desenvolveu as ‘Trilhas que Alfabetizam’, iniciativa voltada à gestores públicos e equipes técnicas das secretarias. As trilhas contam com o acompanhamento direto das equipes da Motriz, formadas por consultores pedagógicos, especialistas em alfabetização e gestores de projetos, que atuam lado a lado com as redes para fortalecer práticas pedagógicas e qualificar as formações dos territórios amazônicos.
Em 2024, 45 técnicos das secretarias de educação foram formados pelas “Trilhas que Alfabetizam” e atuaram em 21 redes de ensino. Impactando mais de 316 mil matrículas no 1º e 2º ano do Ensino Fundamental I. Como resultado, 62% das crianças alcançaram a alfabetização ao final do ciclo.”
Recomposição de Aprendizagem e Equidade Racial
Para além da alfabetização, a Motriz enfrentou outro desafio da educação pós-pandemia: a recomposição da aprendizagem. Com impacto em mais de 17 mil alunos e formação de cerca de 700 educadores, 71% dos estudantes apoiados avançaram pelo menos um nível, e 23% chegaram ao último nível em Matemática (operação de divisão), enquanto 37% alcançaram o último nível em Língua Portuguesa (leitura de textos simples). Para isso, a organização implementou no Brasil a metodologia internacional Teaching at the Right Level (TaRL), desenvolvida pela Pratham, uma das maiores ONGs da Índia.
No Rio de Janeiro, a Recomposição de Aprendizagem já está presente em 129 escolas municipais. Alguns indicadores de destaque são: 72% dos estudantes progrediram em Matemática e 73% em Língua Portuguesa, com avanços expressivos entre estudantes pretos, pardos, indígenas e meninas.
A pauta de equidade racial transversaliza entre as ações da Motriz. Além do programa Lideranças Negras, que formou mais de 100 lideranças negras no setor público (69% mulheres) e abrangência de 14 estados em todas as regiões do país, a ONG também apoiou suas redes parceiras na gestão de inteligência de dados, para revelar desigualdades vezes invisíveis em indicadores gerais. A organização registrou 13 redes que passaram a ter dados racializados dos estudantes para melhoria na tomada de decisões e 6 redes com implementação de guias de combate ao racismo implementados.
“Em 2024, a Motriz consolidou sua identidade e fortaleceu seu compromisso com governos para garantir serviços públicos de qualidade e equidade. Expandimos iniciativas, apoiamos lideranças diversas e geramos avanços concretos na educação, como o crescimento da aprendizagem e a redução das desigualdades raciais.
