Pesquisadores brasileiros desenvolvem teste de sangue para diagnóstico precoce do Alzheimer

Políticas Públicas
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Alzheimer foi tema do programa Brasil ODS, no mês de agosto; durante o programa, especialistas comentam como a iniciativa da UFSCar, apoiada pela FAPESP, busca identificar a doença antes dos sintomas avançados e diferenciar o Alzheimer de outros tipos de demência

Pesquisadores brasileiros desenvolvem teste de sangue para diagnóstico precoce do Alzheimer
Imagem: Canva

Por Sabrina Azevedo

A doença de Alzheimer, principal causa de demência no mundo e ainda sem cura, afeta mais de 35,6 milhões de pessoas. O programa Brasil ODS trouxe para discutir essa questão Marcia Cominetti, coordenadora do LABEN (Laboratório de Biologia do Envelhecimento) e Leandro Gama Cerqueira, neurologista.

Para enfrentar o desafio do diagnóstico precoce, pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com apoio da FAPESP, estão desenvolvendo um painel de biomarcadores capaz de identificar a doença por meio de um simples teste de sangue e distinguir o Alzheimer de outras demências.

O projeto liderado por Márcia Cominetti, coordenadora do LABEN e Docente Titular do Departamento de Gerontologia da Universidade Federal de São Carlos – UFSCAR, promete facilitar a detecção precoce do Alzheimer.

A pesquisa avança em um contexto de rápido envelhecimento populacional no Brasil, o que aumenta os casos de doenças neurodegenerativas. Além disso, especialistas reforçam que a detecção antecipada pode contribuir para o tratamento e a qualidade de vida dos pacientes.

Sociedade e políticas públicas

Para Márcia Cominetti, é urgente mobilizar a sociedade e implementar políticas públicas de prevenção. Ela destaca que fatores de risco, como a baixa escolaridade na infância, podem contribuir para a demência no futuro. “Precisamos falar sobre Alzheimer, desmistificar a doença e incentivar diagnósticos e ações preventivas”, afirmou.

Clique aqui para ouvir o programa completo!

O neurologista Leandro Gama Cerqueira complementa que, além do diagnóstico precoce, políticas públicas devem integrar prevenção e suporte aos cuidadores. “O envelhecimento digno passa também pelo apoio a quem cuida do paciente, que é peça fundamental nesse processo”, ressaltou.

Segundo especialistas, enfrentar o Alzheimer exige a combinação de avanços científicos, prevenção e políticas de saúde pública. Embora seja uma das doenças mais complexas de tratar, os estudos da UFSCar reforçam a possibilidade de novos caminhos para reduzir o impacto da demência na sociedade.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Além dos convidados, o Brasil ODS recebeu os colunistas Paulo AlmeidaGabriela Chabbouh e Nina Orlow, especialistas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Este programa colabora com o ODS 3 (Saúde e Bem-estar), cujo objetivo visa assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.

Brasil ODS

O Brasil ODS é uma produção do Observatório do Terceiro Setor (OTS), apresentado por Joel Scala, que conta com o apoio da Fapesp — Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Ele vai ao ar às quintas-feiras no portal do OTS e às 16h na Rádio Brasil de Fato.