Fundo Casa Socioambiental lança chamada para projetos de conservação e regeneração da Mata Atlântica

Editais
Compartilhar

Iniciativa do Fundo Casa Socioambiental apoiará até 42 projetos de organizações comunitárias com recursos de até R$ 60 mil; inscrições seguem abertas até 25 de março

Fundo Casa Socioambiental lança chamada para projetos da Mata Atlântica (Imagem: Freepik)

O Fundo Casa Socioambiental está com inscrições abertas para a terceira chamada de projetos “Mata Atlântica Viva: apoiando soluções para conservação e regeneração”, que tem como objetivo fortalecer iniciativas de organizações comunitárias voltadas à restauração e à proteção da Mata Atlântica. As inscrições seguem abertas até o dia 25 de março.

Podem participar organizações sem fins lucrativos do Brasil, legalmente constituídas, que representem comunidades locais ou tradicionais, rurais ou urbanas, que desenvolvam atividades de baixo impacto ao meio ambiente. Organizações que não possuam CNPJ também podem apresentar projetos nesta chamada por meio de uma organização parceira.

São consideradas comunidades locais e tradicionais: povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores e pescadoras artesanais, marisqueiras, quebradeiras de coco, povos ciganos, caiçaras, extrativistas, comunidade de fundo e fecho de pasto, comunidades periféricas urbanas, coletivos ativistas locais, entre outros.

Linhas temáticas

A Mata Atlântica é um bioma essencial, que está presente em 17 estados do Brasil, cobrindo em torno de 15% do território nacional e abrigando 72% da população do país. A região também concentra aproximadamente 80% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

O bioma é responsável pela regulação climática, qualidade do ar, fluxo hídrico e abastecimento de água para mais de 100 milhões de pessoas, no entanto vive sob constantes ameaças e processos de degradação.

Diante desse cenário, a chamada visa impulsionar projetos que ampliem a autonomia de organizações comunitárias, possibilitando que a comunidade seja protagonista em suas iniciativas socioambientais com foco na restauração ou recuperação da Mata Atlântica e construção de protocolos para o enfrentamento das mudanças climáticas. Os projetos devem selecionar até duas das seguintes linhas temáticas:

  • Apoios às ações comunitárias e de geração de renda: ações que permitam cuidar dos territórios degradados, através de educação ambiental, saneamento, resíduos sólidos, entre outras soluções, assim como atividades de fortalecimento das cadeias produtivas locais com foco na geração de renda e manutenção das tradições das populações locais;
  • Recuperação e Restauração da Mata Atlântica: recomposição vegetal na Mata Atlântica, em especial em áreas de nascentes e recomposição de bacias hidrográficas. São bem vindos projetos com foco neste eixo, em especial, com a utilização de técnicas das populações tradicionais e de sistemas agroflorestais;
  • Incidência em políticas públicas: participação da sociedade civil no desenvolvimento de políticas relevantes para a conservação da Mata Atlântica, incluindo a inclusão em comitês de bacias hidrográficas, Conselhos de Unidades de Conservação e Conselhos Municipais de Meio Ambiente;
  • Prevenção de desastres: estratégias locais para minimizar efeitos de eventos climáticos extremos.

Recursos e Critérios de elegibilidade

A chamada conta com recursos do Global Greengrants Fund, da Alliance for the Amazon and Beyond e da Hempel Foundation.

O valor total disponível para os projetos é de R$ 2.546.000,00, e a aniciativa apoiará até 42 projetos, com financiamento de até R$ 60 mil cada. Além do apoio financeiro, as organizações selecionadas participarão de Oficinas de Fortalecimento de Capacidades, realizadas de forma virtual pela plataforma Zoom, em datas que serão informadas posteriormente

Serão priorizados projetos de organizações e projetos com as seguintes características:

  • Organizações que não tenham outros projetos em execução com o Fundo Casa;
  • Projetos que promovam a conservação de áreas contíguas de Mata Atlântica, visando a conectividade ecológica e a preservação da biodiversidade;
  • Organizações lideradas por mulheres, bem como projetos liderados por mulheres e que tenham fortemente o componente de gênero em suas ações;
  • Projetos apresentados por comunidades tradicionais: marisqueiras, caiçaras, pescadoras e pescadores artesanais, agricultoras e agricultores familiares, indígenas, quilombolas, povos ciganos, comunidade de fundo e fecho de pasto;
  • Organizações e redes que trabalham em parceria para enfrentar os impactos climáticos, socioeconômicos e ambientais do desmatamento, da mineração e do agronegócio em comunidades e grupos vulneráveis;
  • Organizações com orçamento institucional de até R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) no ano de 2025;
    Organizações estratégicas nos territórios, que integram redes de apoio às Defensoras e Defensores do Meio Ambiente.

A divulgação do resultado está prevista para até 20 de maio de 2026, no site do Fundo Casa.

Como participar

As inscrições podem ser realizadas até 25 de março de 2026 no sistema digital do Fundo Casa (CasaDigital). Para mais informações, confira o site do Fundo Casa Socioambiental (Clique aqui).

Em caso de dúvidas, participe da ofinica de esclarecimentos que acontecerá no dia 11 de março de 2026, às 15h (horário de Brasília). Se ainda houver dúvidas, envie e-mail para [email protected]