Fundação Dom Cabral e Moza Banco ampliam impacto social em Moçambique e fortalecem empreendedorismo local
ONGs em Ação
A Fundação Dom Cabral (FDC), por meio da Educação Social, e o Moza Banco, instituição financeira moçambicana, celebram os resultados da parceria que tem impulsionado o empreendedorismo e ampliado oportunidades de geração de renda em Moçambique. Por meio do programa Pra>Frente, ação gratuita que promove o desenvolvimento econômico ao oferecer formação e ferramentas práticas para microempreendedores e trabalhadores informais, a iniciativa já beneficiou mais de 9 mil pessoas no último ano, fortalecendo negócios locais e contribuindo para a inclusão produtiva em diferentes regiões do país.
Os avanços dessa cooperação foram destacados durante encontro realizado no dia 17 de junho, com a participação de Antonio Batista da Silva Junior, presidente-executivo da FDC, e Viviane Barreto, diretora-executiva de Engajamento Global e Desenvolvimento Institucional da FDC, que também se reuniram com o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, para discutir iniciativas voltadas ao desenvolvimento socioeconômico do país.
Na ocasião, os representantes reforçaram o compromisso conjunto com a ampliação do acesso à educação empreendedora e à geração de oportunidades para a população moçambicana, cujas perspectivas socioeconômicas são muito desafiadoras na África.
A atuação conjunta entre a FDC e o Moza Banco combina inovação educacional, tecnologia e adaptação cultural dos conteúdos para ampliar o acesso ao conhecimento e estimular a geração de renda. Além disso, a implementação de aulas telepresenciais, com linguagem acessível sobre gestão, e a articulação com organizações da sociedade civil e lideranças comunitárias permitiram levar a metodologia para o interior de Moçambique, onde as condições socioeconômicas da população da base da pirâmide são ainda mais desafiadoras.
“Moçambique tem o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre os mais baixos do mundo, marcado por alta desigualdade social, taxas significativas de analfabetismo e uma economia fortemente dependente da agricultura de subsistência. É exatamente nesse espaço de lacuna entre escolarização e oportunidade econômica que projetos de capacitação como o PraFrente se inserem”, ressalta Vanja Abdallah Ferreira.
Os resultados demonstram o alcance social da iniciativa: cerca de 60% dos participantes são mulheres entre 18 e 30 anos, público estratégico para o desenvolvimento econômico e social de Moçambique. A formação tem contribuído para o surgimento e fortalecimento de microempreendimentos, ampliando a autonomia financeira dos participantes e gerando impactos positivos nas comunidades atendidas.
