Projeto ajuda mais de 100 crianças e adolescentes órfãos da pandemia

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Projeto emergencial ‘Eu amo meu próximo’ atende crianças e adolescentes que perderam os responsáveis devido à pandemia, em Manaus (AM)

Foto: Divulgação

Por: Mariana Lima

O colapso do sistema de saúde, devido à pandemia de Covid-19, deixou muitas crianças e adolescentes órfãos em Manaus (AM).

Essa é a realidade de 148 crianças e adolescentes atendidos pelo projeto emergencial ‘Eu amo meu próximo‘, que perderam seus pais vítimas do vírus.

O projeto surgiu na segunda onda da pandemia e está vinculado ao Instituto de Pesquisa e Ensino para o Desenvolvimento Sustentável (Ipeds). Foi idealizado pela diretora do instituto, Glauce Galúcio, e contou com a ajuda de acadêmicos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e da Universidade Paulista (Unip), que são voluntários do Ipeds.

A proposta da ação é auxiliar na sobrevivência dessas crianças e adolescentes. O projeto começou atendendo quatro crianças e as pessoas ajudaram com leite, fraldas e roupas usadas, mas logo os pedidos passaram a aumentar.

Os voluntários do projeto organizam cestas básicas compostas por produtos descartáveis de higiene pessoal, leite, entre outros, e proteínas como frango, carne e peixe. Depois fazem as entregas nas casas dos beneficiados, prestando assistência às famílias das crianças que perderam seus provedores.

Os beneficiados chegam até o projeto por meio do contato feito por instituições como Instituto da Mulher e Maternidade Ana Braga, conselheiros tutelares e assistentes sociais dos hospitais.

As crianças perderam seus pais, mas não estão em abrigos para adoção. Elas ficaram com familiares e todos os meses recebem uma cesta básica da ação.

O processo para ser atendido é feito por meio de um cadastramento das famílias junto ao serviço social do Ipeds que, em parceria com o Conselho Tutelar, visita a residência onde a criança ou o adolescente órfão mora.

Além dos voluntários do instituto Ipeds, o projeto recebe ajuda de outros profissionais, como educadores e assistentes sociais.

Fonte: ECOA | UOL