1 em cada 150 pessoas no mundo está em situação de escravidão
Em todo o mundo, uma pessoa em cada 150 vive em situação de escravidão moderna, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Em todo o mundo, uma pessoa em cada 150 vive em situação de escravidão moderna, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência especializada da ONU. O número total de pessoas escravizadas no mundo é de 50 milhões
A escravidão moderna é um termo abrangente que descreve a exploração de pessoas por meio de práticas que incluem: trabalho forçado, servidão por dívidas (quando as pessoas são forçadas a trabalhar para pagar dívidas), escravidão baseada em descendência (quando as pessoas nascem na escravidão e são tratadas como propriedade), casamento forçado e servidão doméstica.
“Tudo se resume à exploração de pessoas vulneráveis, geralmente para ganhos econômicos”, diz Monti Datta, professor associado de ciência política na Universidade de Richmond, nos Estados Unidos, e ativista contra a escravidão. A OIT diz que 27,6 milhões de pessoas são obrigadas a fazer trabalho forçado.
Os trabalhadores migrantes são particularmente vulneráveis a isso. São pessoas de países pobres que são recrutadas para trabalhar no exterior em indústrias como construção, agricultura, confecção de roupas e tarefas domésticas, que ficam presas nesses empregos e não podem viajar para casa.
“Estimamos que há quatro bilhões de pessoas no mundo que não são protegidas pelo estado de direito”, disse Euan Fraser, da organização International Justice Mission UK, que trabalha para acabar com a violência contra as pessoas que vivem na pobreza.
“As pessoas são presas em trabalhos forçados e traficadas quando os empregadores podem explorá-las impunemente”.
No Brasil a situação não é diferente, nos últimos 10 anos, mais de 13,6 mil trabalhadores em condições análogas à escravidão foram resgatados no país. O número mostra uma média de mais de mil pessoas sendo resgatadas anualmente do trabalho escravo no país. Somente no ano passado, foram 1.930, o maior número desde 2013; os números significam um aumento de 106% em relação a 2020, quando os registros mostram 936 pessoas.
Os dados são da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho e Previdência. Este ano o país já esta próximo de alcançar 500 pessoas resgatas do trabalho escravo. No ano passado, foram 1.930, o maior número desde 2013 e um aumento de 106% em relação a 2020, quando os registros mostram 936 pessoas.
Fonte: BBC News Brasil
