Inflação e desemprego: Brasil é o 4º país mais infeliz do mundo

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Um economista americano criou um índice que mede o nível de infelicidade dos países, em termos econômicos

Um economista norte-americano chamado Steve Hanke criou um índice (Misery Index) que mede o nível de infelicidade dos países, em termos econômicos. E o resultado deste ano colocou o Brasil como o 4º país mais infeliz do mundo.

Hanke é professor de economia aplicada na Universidade Johns Hopking em Baltimore, nos Estados Unidos, e seu ranking analisa o desempenho de 95 países com base na soma das taxas de desemprego, inflação e empréstimos, menos a variação percentual do Produto Interno Bruto (PIB) real per capita.

Os países que estão crescendo economicamente apresentam um nível de inflação, juros e desemprego baixo, então tendem a ser mais felizes.

O país mais infeliz em 2018 foi a Venezuela, ocupando a primeira posição do ranking, com 1.746.439,1 pontos. O país sul-americano, que atravessa uma profunda crise econômica, política e social há vários anos, está no primeiro lugar desde 2015.

O segundo lugar ficou com a Argentina (105,6 pontos), que enfrenta uma crise econômica e desvalorização de sua moeda. Em terceiro lugar, ficou o Irã (75,7 pontos), um país que por divergências religiosas e ataques de grupos extremistas sofre com guerras.

O Brasil, que ocupava o terceiro lugar no ano anterior, caiu para a quarta posição, com o índice de 53,6. Em 2018, o país registrou crescimento de 1,1%, considerado morno por analistas, encerrando o ano com mais de 12 milhões de desempregados e uma taxa de inflação de 3,75%, dentro da meta estabelecida pelo Banco Central. Já a dívida pública, que inclui o endividamento interno e externo do país, teve uma alta de 8,9%, fechando o ano em R$ 3,877 trilhões.

De acordo com um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o desemprego deixou 22,2% das famílias brasileiras sem renda no quarto trimestre de 2018. Isso significa que, nessas famílias, nenhum dos membros estava desempenhando uma atividade remunerada no mercado de trabalho. Antes da recessão, no final de 2013, 18,6% das famílias encontravam-se nessa condição.

Realmente é muito difícil ser feliz em um país com tantas dificuldades econômicas. E fica a pergunta: quando os brasileiros vão ser felizes?


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