ONG Viva e Deixe Viver apresenta perfil de seus voluntários

Voluntariado
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 Pesquisa da ONG Viva e Deixe Viver aponta o perfil de 390 voluntários que atuam com crianças e adolescentes em 88 hospitais brasileiros; dados mostram que 88% são mulheres, 52% tem entre 56 e 70 anos

Magaly, Cilania e Raquel contando histórias no hospital A.C. Camargo. Foto: Yvonne Carioca/ Divulgação.

Por Laura Leite

A Associação Viva e Deixe Viver, ONG que atua com contação de histórias para crianças e adolescentes hospitalizados, apresenta os resultados da pesquisa “Gestão do Voluntariado – Edição 2023”. Produzido pela Havine Research, o estudo revelou que o valor médio da hora voluntária da entidade é de R$ 48,50, totalizando um valor expressivo anual de mais de R$ 2.867.126,00 milhões ao capital humano, mais R$ 943.158,74 gastos com transporte, alimentação e demais recursos. 

Por meio da pesquisa, a ONG buscou identificar não só o perfil dos voluntários, mas também analisar o comportamento dos mesmos, o desenvolvimento e execução dos projetos idealizados e o seu impacto na saúde da população atendida. A pesquisa ouviu 390 voluntários, entre janeiro e fevereiro deste ano. 

Do total de entrevistados, 88% são mulheres e somente 12%, homens. Destes, 52% pertencem à geração Baby Boomers e têm idade entre 56 e 70 anos. Outra geração de destaque é a X, com 30% dos voluntários na faixa etária entre 36 e 55 anos, enquanto 14% pertencem à geração de 71 anos+ e apenas 4% são da geração Y, com idade entre 21 e 35 anos. 

Durante todo o ano de 2022, considerado um ano atípico e cheio de desafios de gestão para a entidade por conta do pós-pandemia, foram realizados 10.928 atendimentos às crianças e adolescentes hospitalizados. Outro indicativo do estudo é a média de horas dedicadas à entidade, chegando a 9,5 por mês, enquanto a média nacional do trabalho voluntário é de 14,5. Por semana, são doadas aproximadamente 2h pelos voluntários. 

Outra informação apresentada na pesquisa foi que metade dos voluntários possuem pós-graduação. Do total, 44% possuem curso de pós-graduação, 34% superior completo, 11% mestrado ou doutorado e 11% concluíram o ensino médio. 

Em relação às atividades remuneradas, outra evidência da dedicação dos voluntários, e do esforço de gestão conjunta com a entidade, é a proporção daqueles que precisam conciliar o trabalho com a atividade de contador de história. Em 2022, esse percentual era de 56%.

A Associação Viva e Deixe Viver é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) pioneira em diversas frentes e políticas públicas. Por meio da arte de contar histórias, forma cidadãos conscientes da importância do acolhimento e de elevar o bem-estar coletivo, a partir de valores humanos como empatia, ética e afeto.  A entidade também é referência em educação e cultura, por meio da promoção de atividades de ensino continuado; os projetos da ONG estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda da ONU, sendo os ODS 3, 4, 11 e 17, saúde e bem-estar, educação de qualidade, cidades e comunidades sustentáveis e parcerias e meios de implementação.