Países vizinhos da Ucrânia estão impedindo negros de cruzarem a fronteira
Segundo relatos, africanos na Ucrânia, muitos deles estudantes, estão tendo acesso negado a trens que levam pessoas para a União Europeia e estão sendo impedidos de atravessar a fronteira

Africanos na Ucrânia, muitos deles estudantes, estão tendo acesso negado para embarcar nos trens que levam pessoas para países da União Europeia, e outros estão sendo impedidos de cruzar suas fronteiras, segundo relatos.
O número de refugiados ucranianos em países vizinhos aumentou em 200 mil pessoas em 24 horas, de acordo com os dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), divulgados nesta quarta-feira (02/03), elevando o número total para cerca de 874 mil desde o início da invasão russa da Ucrânia.
Em meio ao aumento de refugiados, o Acnur também fez um apelo às autoridades de países vizinhos da Ucrânia para que abram suas fronteiras para cidadãos africanos que fogem do conflito, uma vez que têm aumentado os relatos de que alguns estão sendo obrigados a ir para o fim da fila de entrada ou sendo impedidos de embarcar em trens para a fronteira.
O porta-voz da sede do Acnur na África do Sul, Buchizya Mseteka, afirma que a agência ainda não verificou os relatos, mas pede aos países que fazem fronteira com a Ucrânia que garantam que asilo e proteção sejam disponibilizados a todos.
“O Acnur está ciente e muito preocupado com as denúncias de discriminação racial”, diz Mseteka. “Nossa posição é que, independentemente de nacionalidade e raça, as pessoas que buscam proteção devem ter permissão para buscar segurança e deixar a Ucrânia”.
Fonte: O Globo
