SP: semáforo deixa apenas seis segundos para pedestre atravessar

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Um estudo feito pelo Instituto Corrida Amiga apontou que o tempo dos semáforos para travessia de pedestres na cidade de São Paulo não é o suficiente. Na Praça Roberto Gomes Pedrosa, no bairro Morumbi, Zona Sul de SP, o tempo de espera do pedestre para a travessia chega a ser superior a 4 minutos. Na hora que o semáforo abre, os pedestres têm apenas 6 segundos para atravessar.

Foto: Adobe Stock.

Um estudo feito pelo Instituto Corrida Amiga apontou que o tempo dos semáforos para travessia de pedestres na cidade de São Paulo não é o suficiente.

Na Praça Roberto Gomes Pedrosa, no bairro Morumbi, Zona Sul de SP, o tempo de espera do pedestre para a travessia chega a ser superior a 4 minutos. Na hora que o semáforo abre, os pedestres têm apenas 6 segundos para atravessar.

Além disso, foi possível ver que quem passa por ali geralmente fica em uma pequena “ilha” no meio da avenida em um canteiro central.

Em nota, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) disse que o tempo para travessia de pedestres em São Paulo atende aos critérios do manual brasileiro de sinalização de trânsito e que implantou o programa Pedestre Seguro, que ampliou o tempo de travessia na cidade.

Sobre o semáforo no bairro Morumbi, a CET afirmou que está apurando o que ocorreu para o tempo de travessia ser tão curto.

A pesquisa do instituto analisou os tempos semafóricos em 170 travessias de 21 cidades em seis estados, e constatou que o tempo médio de espera do pedestre é de 2 minutos e 11 segundos e o de travessia é de apenas 7 segundos.

Ainda conforme a pesquisa, em cerca de 50% dos semáforos de pedestres analisados o tempo de espera é maior que 90 segundos.

Silvia Stuchi, gestora ambiental e fundadora do Instituto Corrida Amiga, comenta que o Estatuto do Pedestre garante o direito de tempo suficiente para as travessias e ressalta sobre como ainda falta o sistema de mobilidade urbana das cidades colocar o pedestre como prioridade.

“Inclusive, o Estatuto do Pedestre coloca também o tempo máximo de espera que seria de até 90 segundos, bem diferente do que nossa campanha apontou. Precisa ser uma conscientização coletiva de todas as pessoas e colocando sempre o pedestre como prioritário no sistema de mobilidade urbana condizente com o Código de Trânsito Brasileiro e com a própria política nacional de mobilidade urbana. Pedestres primeiro na cidade”, finaliza.

Instituto Corrida Amiga

É uma organização social que atua por cidades saudáveis, inclusivas, acessíveis e caminháveis, com atividades de sensibilização, campanhas, projetos e pesquisas. Para conhecer melhor seu trabalho, clique aqui!

 

Fonte: g1