Dia do Combate ao Fumo conscientiza sobre os perigos do tabaco

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O Dia Nacional do Combate ao Fumo é celebrado nesta quinta-feira (29), alertando os mais de 25 milhões de fumantes do país sobre os danos causados pelo tabaco. Durante este mês, organizações do terceiro setor também atuam na conscientização e suporte aos fumantes.

Imagem: Canva

Nesta quinta-feira (29) é celebrado o Dia Nacional do Combate ao Fumo, data que evidencia os danos de saúde, ambientais, sociais, políticos e econômicos causados pelo consumo do tabaco. O Brasil está 7 pontos percentuais abaixo da média global de consumo do tabaco, segundo dados divulgados em 2023 pela Progress Hub, plataforma que monitora a implementação das propostas da Convenção-Quadro da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Controle do Tabaco. No entanto, o número de fumantes no país ainda é uma preocupação de saúde.

De acordo com o trabalho da Progress Hub, 12,6% da população adulta do Brasil fuma, representando mais de 25 milhões de pessoas. Considerando estes fatores, o Dia Nacional do Combate ao Fumo, criado em 1986, reforça a necessidade de ações nacionais de conscientização da sociedade brasileira sobre os problemas acarretados por este hábito.

Este ano, o Instituto Nacional do Câncer (INCA), órgão brasileiro auxiliar do Ministério da Saúde na prevenção e controle de câncer no Brasil, realiza uma campanha para a data, intitulada “Tabagismo: os danos para a gestante e para o bebê”. A ação alerta para os malefícios do fumo para mães e crianças, apresentando as consequências como o parto prematuro, malformações congênitas e até a síndrome da morte súbita ao nascer. Além disso, a campanha do INCA cita estudo que indica a presença de, pelo menos, 69 substâncias no tabaco que provocam câncer.

Entre os problemas oncológicos mais comuns resultantes do consumo constante de tabaco, está o câncer de pulmão. Em maio deste ano, uma pesquisa da Fundação do Câncer, instituição brasileira sem fins lucrativos, mostrou que o tabagismo é responsável por 80% das mortes por câncer de pulmão entre mulheres e homens no país. Entretanto, o ato de fumar pode aumentar o risco de outras doenças, como:

  • problemas cardiovasculares (hipertensão, infarto e derrame);
  • cânceres diversos (fígado, boca, laringe, rins, pâncreas, entre outros);
  • doenças oculares;
  • impotência sexual;
  • infertilidade; 
  • entre outras.

Terceiro setor no combate ao fumo

Considerando os problemas associados ao vício em fumar, algumas organizações da sociedade civil realizam trabalho para informar, conscientizar e auxiliar pessoas que enfrentam o vício ou alguma das doenças associadas a ele. Um exemplo disso, é o Instituto Oncoguia, uma organização que apoia, informa e defende os direitos dos pacientes com câncer.

No mês de agosto, o Instituto Oncoguia realiza a campanha “Agosto Branco”, focada em trazer conscientizar sobre o câncer de pulmão. Durante este mês, a organização divulgou uma série de dicas, informações e dados para alertar sobre este problema, apresentando formas de prevenção e informações que auxiliem no combate à doença.

A Fundação do Câncer também possui trabalho relacionado ao fumo. No entanto, a organização alerta aos perigos do cigarro eletrônico, divulgando informações que apresentam os problemas de consumir este tipo de fumaça. A campanha de orientação, “Cigarro eletrônico parece inofensivo, mas não é”, começa no dia 29 e ocorre até o final de novembro, foca em universidades, faculdades e centros universitários, convidando as instituições a colaborarem e divulgarem os banners com seus alunos.

A ACT Promoção da Saúde é uma organização não governamental que atua na promoção e defesa de políticas de saúde pública, especialmente nas áreas de controle do tabagismo, alimentação saudável, controle do álcool e atividade física. Ela surgiu em 2006 focada exclusivamente no controle do tabaco, expandindo sua atuação a partir de 2013. Entre as diversas contribuições do trabalho da ACT está a aprovação da Lei Antifumo de São Paulo, em 2009, que impulsionou a aprovação de outras leis estaduais e municipais, resultando na Lei Antifumo Nacional, em 2014.

O trabalho das OSCs em prol da conscientização sobre o consumo de tabaco e fumo colabora diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU. Sobretudo, com o ODS 3 (Saúde e bem-estar), que visa garantir uma vida saudável e promover o bem-estar para todas as pessoas, em todas as idades.