Trânsito mata mais que armas de fogo no Brasil

Direitos Humanos
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Em 2022, o Ministério da Saúde registrou quase 34 mil mortes no trânsito Brasileiro. No mesmo ano, o Atlas da Violência constatou que houveram 33.580 homicídios com armas de fogo.

Imagem: CANVA

Segundo dados do Ministério da Saúde, no ano de 2022 foram registradas 33.894 mortes no trânsito brasileiro. Sendo assim, os óbitos relacionados a este tipo de acidente superam a quantidade de mortes provocadas por armas de fogo, já que, segundo Atlas da Violência, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), neste mesmo ano, houveram 33.580 homicídios com armas.

Um levantamento da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego, divulgado em 2023, mostrou que a imprudência, a falta de perícia e a desatenção por parte dos condutores são os principais motivos de acidentes nas estradas. Os dados pontuaram que, entre as 10 principais causas de acidentes, 9 envolvem falha humana.

O consumo de álcool ficou na 6.ª colocação entre os principais causadores de acidentes no Brasil em 2022. Para Pedro Serafim, presidente da Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox), o exame toxicológico é uma ferramenta essencial para mudar o alarmante cenário de insegurança no trânsito brasileiro. “Ele não apenas ajuda a identificar e retirar das estradas motoristas sob o efeito de substâncias psicoativas, mas também atua preventivamente, impedindo acidentes evitáveis”

O exame toxicológico é um tipo de teste que, por meio da análise de amostras de cabelo, pelo ou unhas, é capaz de detectar o consumo, ativo ou não, de substâncias psicoativas utilizadas nos últimos 90 dias. Atualmente, ele é obrigatório para motoristas com CNH (Carteira Nacional de Habilitação) nas categorias C, D ou E, sendo exigido pela lei federal n.° 13.103, de 02 de março de 2015.

Desde que foi implementada, a política de exames toxicológicos no Brasil apresenta resultados positivos. Considerando o período desde 2016, houveram mais de 1,2 milhão de motoristas positivados e 350 mil removidos das estradas graças a esta medida, que tem contribuído para a redução de acidentes.

“A conformidade com essa obrigação legal não apenas protege empresas e motoristas de sanções, mas também contribui significativamente para a segurança viária e a preservação da vida humana”, afirma Pedro.