Em meio a retrocessos globais, Brasil reafirma compromisso com diversidade, equidade e inclusão no mercado de trabalho

Direitos Humanos
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Foto: Divulgação

Enquanto políticas globais questionam a importância da diversidade e inclusão, como as recentes críticas ao ESG (Ambiental, Social e Governança Corporativa), o Brasil segue fortalecendo práticas que promovem equidade e inclusão social. Recentemente, grupos que reúnem cerca de 500 empresas divulgaram em conjunto um manifesto a favor da diversidade: “Um compromisso inabalável com o futuro”. Além disso, o estudo “Panorama ESG 2024”, da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), mostrou que 71% das empresas brasileiras já implementaram ou estão em processo de adoção de práticas ESG. O levantamento revelou que 26% se consideram inovadoras ou maduras, enquanto 45% estão nos estágios iniciais. Os principais motivadores para a adoção das medidas ESG são os compromissos ambientais e sociais (78%), e a melhoria da imagem corporativa (77%).

Apesar desses avanços, ainda há desafios. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que apenas 26,6% das pessoas com deficiência estão empregadas – entre pessoas sem deficiência, a taxa de empregados é de 60,7%. Além disso, o analfabetismo chega a atingir 19,5% dessa população – quase cinco vezes maior que a da população sem deficiência (4,1%). Esses números evidenciam a importância de políticas públicas e ações do setor privado para reduzir as desigualdades e ampliar o acesso ao mercado de trabalho.

É nesse cenário que o Instituto Jô Clemente (IJC), Organização com mais de 63 anos de história e referência na promoção da autonomia e inclusão social de pessoas com Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Doenças Raras, vem desempenhando um papel fundamental de inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Por meio da metodologia de Emprego Apoiado, o IJC oferece suporte contínuo e individualizado para empresas e trabalhadores com deficiência. “Trabalhamos para que a inclusão seja mais do que apenas a contratação porque no Brasil, a diversidade é um ativo poderoso. Acreditamos que a inclusão de pessoas com deficiência, de diferentes gêneros e etnias, fortalece a sociedade e gera impactos econômicos e sociais positivos”, destaca Flávio Gonzalez, coordenador de Inclusão Social do IJC.

Parcerias com grandes empresas como Natura e Colgate têm sido essenciais para o sucesso dessa iniciativa, que fomenta a inclusão e quebra barreiras no mercado de trabalho. Desde a criação do programa, + de 5 mil pessoas pessoas já foram inseridas no mercado de trabalho, com uma taxa de retenção de 93%, impactando positivamente empresas e reforçando o compromisso de um mercado mais diverso e acessível.

Como exemplo desse impacto, Renata Chong, que trabalha na Colgate, teve a oportunidade de desenvolver novas habilidades e conquistar sua independência profissional. Seu crescimento dentro da empresa demonstra como a inclusão vai além da contratação, proporcionando autonomia e transformando vidas.

“Minha vida mudou, o ambiente familiar e amizades também. Durante a minha vida toda eu quis trabalhar mas estava difícil, eu entrei na Colgate há 15 anos e sou muito feliz trabalhando”, comenta Renata, Auxiliar de Serviços Gerais da Colgate.