ONU condena assassinato de seis jornalistas palestinos em Gaza
Direitos HumanosEscritório de Direitos Humanos aponta possível ataque direcionado e classifica ação como grave violação do direito internacional humanitário

O Escritório de Direitos Humanos da ONU condenou o assassinato de seis jornalistas palestinos em Gaza, ocorrido em 10 de agosto, e classificou o ataque como uma “grave violação do direito internacional humanitário”. Entre as vítimas estava Anas al Sharif, repórter da Al Jazeera reconhecido pela cobertura da guerra desde os primeiros bombardeios, em outubro de 2023.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, também se manifestou e solicitou uma apuração urgente sobre o caso. “O secretário-geral pede uma investigação independente e imparcial sobre essas últimas mortes”, declarou Stéphane Dujarric, porta-voz da ONU, em entrevista à imprensa.
O Exército israelense afirmou que Anas al Sharif “se fazia passar por jornalista” e liderava uma célula do Hamas responsável pelo planejamento de ataques com foguetes contra civis e tropas.
A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) contestou a versão israelense e destacou a importância de al Sharif no jornalismo local.
“Anas al Sharif, um dos jornalistas mais conhecidos na Faixa de Gaza, foi a voz do sofrimento imposto por Israel aos palestinos”, afirmou a RSF em comunicado, cobrando “ações enérgicas da comunidade internacional para deter o exército israelense”.
A ONU também denunciou que mais de mil pessoas foram mortas desde maio enquanto tentavam conseguir alimentos, após a mudança no sistema de distribuição de suprimentos imposto por Israel.
Com a entrada de ajuda humanitária cada vez mais restrita, a escassez de alimentos provoca um cenário de fome generalizada, com relatos diários de palestinos morrendo por desnutrição.
Fonte: CNN Brasil; Uol News e Agência Brasil.
Sobre Repórteres Sem Fronteiras (RSF)
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