Projetos comunitários transformam vidas no Vale do Jequitinhonha

Impacto das ONGs
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Apoio da Fundação Aperam Acesita e da Aperam BioEnergia fortalece autonomia, identidade cultural e geração de renda nas comunidades locais

Projetos comunitários transformam vidas no Vale do Jequitinhonha
Imagem: Divulgação

Mais oportunidades para os jovens, valorização dos saberes tradicionais e renda para as famílias. Esses são alguns dos resultados concretos dos projetos apoiados pelos editais da Fundação Aperam Acesita e da Aperam BioEnergia no Vale do Jequitinhonha. Ao todo, já são mais de 260 projetos apoiados, 19 mil pessoas atendidas e R$ 4,2 milhões investidos em ações socioambientais, que também beneficiam o Vale do Aço.

Na zona rural de Capelinha, 27 famílias da Associação Quilombola do Ribeirão Invernada modernizaram e ampliaram a fábrica comunitária de rapadura. Com o incentivo recebido, foram adquiridos novos tachos de cobre, seladoras, bancadas metálicas e outros equipamentos que melhoraram a qualidade e a escala de produção do doce, símbolo da cultura local.

“Melhoramos as condições de trabalho das famílias e a estrutura da fábrica. Hoje, temos as sacolinhas e o produto já sai embalado e com mais qualidade. Aumentamos porque o espaço era um pouco pequeno e, agora, temos espaço para trabalhar melhor”, em nota à imprensa, Valto Fróes dos Santos, presidente da associação, comemora. A comunidade também implantou sistema de abastecimento de água e painéis de energia solar.

Além da rapadura, as famílias planejam expandir a produção para doces feitos com frutas típicas do cerrado, como o pequi.

Escolinha de futebol amplia horizontes

Em Turmalina, a Escolinha de Futebol Vila Nova começou com somente 15 alunos e hoje atende gratuitamente 105 crianças e adolescentes entre 4 e 16 anos. O projeto oferece uniformes, estrutura adequada e acompanhamento escolar, exigindo frequência regular na escola como pré-requisito.

“Monitoramos o desempenho escolar, orientamos as famílias e desenvolvemos valores como respeito, disciplina e responsabilidade. O projeto é uma semente que já começou a dar frutos”, destaca Douglas Cordeiro, coordenador da escolinha. Um dos exemplos é o jovem Miguel Alves, aprovado para integrar a equipe Sub-7 do Clube Atlético Mineiro.

Além do esporte, a iniciativa fortalece vínculos comunitários, combate a evasão escolar e ajuda a prevenir ansiedade e uso de drogas.

Artesanato fortalece autoestima de jovens

A Associação das Mulheres Unidas por Capelinha (Assomuc) encontrou no artesanato um caminho para oferecer novas perspectivas a adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Com oficinas criativas, o projeto une saberes tradicionais, empreendedorismo e acolhimento.

Segundo a assistente social Andressa de Sousa Ferreira, responsável pela iniciativa, os jovens atendidos apresentavam baixa autoestima e dificuldades emocionais. “Criamos o projeto para oferecer a eles um lugar de escuta, aprendizado e fortalecimento pessoal”, relata. “Notamos uma evolução no comportamento de vários participantes, com redução de crises de ansiedade e episódios de agressividade. As oficinas proporcionaram um espaço seguro onde pudemos abordar de forma espontânea questões sobre identidade, sonhos, relações familiares e projeto de vida”, conclui.

O impacto é visível, três adolescentes fundaram o coletivo “Arte e Alma”, dedicado à produção artesanal em madeira e pintura, com loja virtual e exposições no Mercado Municipal de Capelinha.

Sustentabilidade como motor de desenvolvimento

A Aperam BioEnergia, maior produtora de carvão vegetal do mundo, produz anualmente 450 mil toneladas a partir de florestas renováveis de eucalipto no Vale do Jequitinhonha. O insumo abastece a Usina de Timóteo e é utilizado na fabricação do Aço Verde Aperam, referência em inovação e sustentabilidade no setor florestal.