Filantrópicos: projeto visa levar cultura de doação para os currículos escolares

Cultura de Doação
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Luiz Fernando Figueiredo, presidente do Instituto Fefig e Andrea Figueiredo, vice-presidente do Instituto Fefig. Foto: Divulgação

No Brasil, a filantropia representa apenas 0,2% do PIB, segundo dados do IDIS (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social), enquanto nos Estados Unidos chega a 2%. Apesar dos avanços, o Brasil ocupa a 86ª posição no World Giving Index, de acordo com a ABCR (Associação Brasileira de Captadores de Recursos). Para mudar esse cenário e formar cidadãos mais conscientes, engajados e protagonistas da transformação social, as organizações Instituto Fefig e Turma do Jiló uniram forças e criaram o Filantrópicos: Todos por Todos, que tem o objetivo de inserir a cultura de doação e o engajamento social no cotidiano escolar.

O programa nasce com o intuito de formar adolescentes preparados para compreender e agir diante dos desafios da sociedade. Ao integrar teoria e prática, o projeto desenvolve competências socioemocionais como empatia, escuta ativa, pensamento crítico, liderança e colaboração, além de estimular o respeito à diversidade e à valorização das diferenças.

Com atuação inicial em escolas privadas, o Filantrópicos é voltado para estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, além de professores. A metodologia combina formações, vivências e projetos práticos ligados a causas sociais, realizados em parceria com organizações comunitárias, iniciativas locais ou ações da própria escola.

A proposta se apoia na experiência da Turma do Jiló, que desde 2015 já impactou mais de 260 mil pessoas por meio de ações inclusivas, e no histórico do Instituto Fefig, que desde 2018 alcançou 329.726 estudantes em 2.417 escolas públicas, com foco na alfabetização e no fortalecimento da educação infantil. O Filantrópicos também é resultado do sucesso do Programa de Voluntariado Jovem, que já engajou mais de 1.100 adolescentes em ações concretas de impacto social.

O plano de expansão prevê alcançar 40 escolas em fases graduais, priorizando instituições com potencial de replicação e influência. Além da ampliação territorial e da atuação junto a redes educacionais, o projeto tem como meta influenciar políticas públicas para que a educação para a cultura de doação seja incorporada ao currículo nacional.

Para crescer com consistência e impacto, o Filantrópicos busca parceiros estratégicos nas áreas de comunicação, investimento, articulação com escolas e universidades, e advocacy, fortalecendo a proposta e garantindo que mais jovens sejam formados como agentes de transformação.

Sobre o Instituto FEFIG

Fundado em 2018 por Luiz Fernando Figueiredo, ex-Diretor do Banco Central, o Instituto Fefig tem a missão de promover qualidade de vida e o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, gerando impacto e transformação duradoura por meio da educação. De 2018 a 2024, a ONG já impactou mais de 225 mil crianças. Hoje ela atua em 8 estados e 76 municípios. O foco está em crianças de 0 a 6 anos e adolescentes que cursam até a 5 série.

Sobre A Turma do Jiló

A Turma do Jiló é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) brasileira sem fins lucrativos, fundada em 2015 por Carolina Videira. A organização tem como missão promover a educação inclusiva e a valorização da diversidade, com foco na inclusão na educação e no mercado de trabalho. A Turma do Jiló trabalha com escolas, empresas e comunidades para implementar programas de educação inclusiva e diversidade, impactando positivamente mais de 260 mil pessoas desde sua fundação. A Turma é signatária do Pacto Global da Rede Brasil e trabalha alinhada à Agenda 2030 da ONU.