Virada Sustentável desembarca em Belém para a COP30, com experiências (pro)positivas, arte e cultura
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Maior festival de sustentabilidade da América Latina levará instalações artísticas que convidam o público a refletir sobre a crise climática – obras Eggcident e A Onda ficarão expostas até 21 de novembro – data do término das discussões da COP30
Belém, novembro de 2025 – O maior festival de sustentabilidade da América Latina, a Virada Sustentável, chegará a Belém (PA) neste 7 de novembro, junto com a expedição fluvial e cultural Banzeiro da Esperança, para participarem das discussões da Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima de 2025 (COP30). A navegação partiu de Manaus e deverá conectar lideranças amazônicas de comunidades ribeirinhas, povos indígenas e quilombolas e grupos de jovens a pesquisadores e parceiros para a entrega de uma carta com propostas para adaptação climática, conservação e sociobioeconomia, além de participar de ações na cidade. A ação é idealizada pela Virada e pelo Fundo Amazônia Sustentável (FAS).
A VS levará a Belém duas instalações artísticas de impacto — Eggcident, do artista holandês Henk Hofstra, e A Onda, de Eduardo Baum — em um convite à reflexão sobre a crise climática, aproximando o tema do cotidiano.
Um videocast com conteúdos e trocas entre especialistas de clima, economia verde, inovação e arte também será apresentado, como resultado dos painéis realizados durante o Fórum Virada Sustentável São Paulo, em setembro. As obras ficarão expostas na capital paraense até o encerramento da COP, em 21 de novembro.
Durante a COP30, uma agenda especial vai celebrar os 15 anos de existência do festival, que chegou à marca de 55 edições realizadas em diversas cidades do país, sempre promovendo conversas e experiências criativas e transformadoras para aproximar o público de temas como mudanças climáticas, consumo consciente e biodiversidade com uma mensagem (pro)positiva e transformadora acerca da sustentabilidade.
Executada em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil, a VS comemora também a construção de uma rede ativa de parceiros, entre sociedade civil, empresas e poder público, que contribuem com a propagação dessas mensagens, mobilizando territórios e a sociedade em prol de uma agenda cada vez mais consciente e conectada com as diferentes realidades sociais.
Banzeiro da Esperança
Durante a COP30, a embarcação funcionará como um centro cultural, com ações artísticas e formativas, incluindo shows musicais, apresentações de artes cênicas, mesas de debate, workshops, rodas de conversa e atividades conduzidas por parceiros institucionais, criando pontes entre cultura, sustentabilidade e futuro. A comitiva articulada pelo Banzeiro da Esperança entregará a Carta da Amazônia a autoridades, negociadores e sociedade civil, além de promover agendas de incidência, painéis e ações culturais em espaços oficiais e paralelos.
Instalações artísticas
A obra Eggcident, do artista holandês Henk Hofstra, apresenta ovos gigantes fritando ao sol, imagem que traduz o aquecimento global e a urgência de mudar hábitos e reduzir emissões. A obra, montada no Boulevard da Gastronomia, ganha novo sentido na Amazônia – é um lembrete de que o problema climático não é distante, e ameaça diretamente a floresta amazônica, peça-chave no equilíbrio do clima global.
Já a obra A Onda, de Eduardo Baum, estará no Complexo Turístico Ver-o-Rio. Feita com cerca de 30 mil peças plásticas coletadas em cooperativas de reciclagem, a Onda forma uma imponente massa azul em movimento para denunciar o impacto do descarte irregular de plásticos nos rios e oceanos – o objetivo é chamar a atenção para a necessidade de fortalecer a economia circular.
