Soft skills: por que habilidades humanas são essenciais na carreira tech
Tecnologia

Por Tauan Matos
Quando a gente fala sobre carreira em tecnologia, muita gente ainda pensa só nas habilidades técnicas: saber programar, mexer com dados ou dominar ferramentas. Mas, na prática, o que realmente diferencia os profissionais do mercado de trabalho são as chamadas soft skills, que abrasileirado significa: um conjunto de habilidades relacionadas ao comportamento e à interação humana, que na realidade são habilidades como comunicação, empatia, ética, inteligência emocional, resolução de conflitos, flexibilidade e capacidade de adaptação e gestão. Sendo essas habilidades que já nascem e se fortalecem naturalmente no dia a dia dos jovens de periferia.
É válido ressaltar que a vivência em ambientes desafiadores exige destes jovens uma resiliência descomunal, misturada com jogo de cintura. A capacidade de articular soluções criativas com recursos limitados e a facilidade em transitar por diferentes realidades criam um perfil profissional único. No setor de tecnologia, onde a adaptabilidade e o trabalho coletivo são pilares, esse repertório de vida se traduz em um diferencial competitivo inquestionável.
Durante minha participação na feira de profissões de Itaquaquecetuba, em março passado, isso ficou ainda mais evidente. Conversando com os jovens, eu entendi que mesmo antes da especialização técnica, eles já demonstram maturidade em habilidades essenciais como trabalho coletivo e visão crítica. Trata-se de competências comportamentais que, embora desafiadoras de se ensinar formalmente, são pilares indispensáveis em qualquer trajetória de carreira, e que na maioria das vezes é difícil de ensinar dentro de uma sala de aula, porém é de extrema importância para o ambiente profissional.
Na Mais1Code, a gente trabalha justamente nessa conexão entre o desenvolvimento técnico e humano. A proposta não é apenas ensinar programação, mas preparar esses jovens para os desafios reais do mercado de trabalho e da vida. A tecnologia entra como uma ferramenta, mas o foco principal continua sendo o potencial de cada pessoa.
Por isso, quando falamos sobre o futuro da juventude periférica no mercado tech, é importante reconhecer que essas habilidades já existem. O que falta, muitas vezes, é acesso, oportunidade e direcionamento. Quando esses elementos se encontram, o resultado vai muito além da empregabilidade é transformação social de verdade.
Obrigado,
*A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião do Observatório do Terceiro Setor.
