CULTURA TECH oferece 4.480 bolsas presenciais em IA e Tecnologia para jovens de favelas

Educação
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(Da esq. p/ dir): Jovens talentos já formados pela ONG A Liga Digital: Greisla Brenda Silva, Ágata Monteiro e Laura Lilian

São Paulo, 19 de junho de 2026 – A formação de novos talentos para a economia digital ganha um reforço de peso com a aprovação do Projeto CULTURA TECH pelo Ministério da Cultura. A iniciativa oferecerá 4.480 bolsas de estudo presenciais e gratuitas em Tecnologia e Inteligência Artificial (IA) em 4 estados brasileiros. Os cursos começam já neste mês de junho nas comunidades de Heliópolis e Paraisópolis, em São Paulo.

Os cursos do CULTURA TECH são presenciais, têm duração de 80 horas e serão realizados em favelas nos estados de São Paulo (cidades de São Paulo, Osasco e São José dos Campos), Rio de Janeiro (cidade do Rio de Janeiro), Santa Catarina (cidade de Florianópolis) e Ceará (cidades de Aquiraz e Eusébio), garantindo excelência técnica e o desenvolvimento de habilidades comportamentais e de networking, elementos cruciais no mercado de trabalho.

O projeto está sendo realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet, com patrocínio da CloudWalk, apoio cultural da Dexian, gestão pedagógica da ONG A Liga Digital, viabilizado pelo Olhar Social, com realização da Rhadar Cultural, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Como se inscrever

As inscrições para as 4.480 vagas começaram em 15 de junho na comunidade de Heliópolis, em São Paulo (SP). Elas serão realizadas nas unidades de ensino parceiras CEU Meninos e ETEC Heliópolis, e por meio do cadastro no site da ONG A Liga Digital: Cadastro de Alunos Cultura TECH.

A iniciativa é movida por uma visão compartilhada entre as organizações envolvidas: ampliar a formação tecnológica gratuita para jovens de comunidades periféricas, criando uma ponte direta entre os jovens que precisam de uma oportunidade e as demandas de um mercado digital em constante evolução.

Demanda de até 1 milhão de pessoas até 2030

Segundo a consultoria global McKinsey, o mercado brasileiro de Tecnologia da Informação (TI) tem uma projeção de demanda por até 1 milhão de novos profissionais até 2030. Para atender a esse crescimento e conectar talentos às inovações, a iniciativa privada tem investido em projetos estratégicos de formação, essenciais para manter a competitividade do país no cenário global.

“O jovem de favela é potência e protagonista de um universo em constante transformação digital. Os cursos de tecnologia e inteligência artificial da ONG A Liga Digital são 100% práticos e ágeis para que os alunos aprendam de maneira dinâmica, interativa e simples. Após um curso presencial de 80 horas, o aluno já está apto a candidatar-se a vagas de emprego na área de tecnologia, com salários médios acima de R$ 4.500 mensais”, destaca Helenice Moura, cofundadora da ONG A Liga Digital.

Ecossistema de inovação e impacto

O patrocínio da CloudWalk, viabilizado por meio da Lei Rouanet e da Olhar Social, reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento de tecnologias de ponta e a inclusão financeira e digital. ” A IA não pode virar mais uma barreira de entrada. O talento já existe nas periferias; o que muitas vezes falta é acesso, formação boa e uma primeira porta aberta, e as bolsas de estudo fazem exatamente essa ponte. Para nós, o apoio a esse projeto é uma forma concreta de apostar em gente que pode construir, competir e liderar a próxima fase da economia”, afirma Gabriel Bernal, Chief Experience Officer da CloudWalk.

Já o apoio da Dexian traz a expertise global em gestão de talentos, garantindo que a trilha de aprendizado dos alunos esteja alinhada com as melhores práticas de recrutamento e desenvolvimento de força de trabalho em TI. “Apoiar este projeto é uma oportunidade concreta de contribuirmos para a formação de uma nova geração de profissionais qualificados, com habilidades técnicas e comportamentais alinhadas às melhores práticas internacionais. Acreditamos que a diversidade de origens enriquece a inovação, e este projeto é uma poderosa ponte entre comunidades sub-representadas e as carreiras do futuro na economia digital”, finaliza Carlos Dietrich, CFO da Dexian no Brasil.