Pesquisas impulsionam avanços no diagnóstico, na inclusão e qualidade de vida

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Molecules on scientific background
Foto: Banco de imagens/Freepik

Como identificar doenças antes dos primeiros sintomas, tornar o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) mais preciso e ampliar a inclusão escolar com o uso da Inteligência Artificial?

Essas questões orientam pesquisas em saúde, educação e genética desenvolvidas pelo Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação (CEPI), do Instituto Jô Clemente (IJC), Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos voltada à promoção da saúde, qualidade de vida e inclusão de pessoas com Deficiência Intelectual, TEA e Doenças Raras.

Com um portfólio robusto, o CEPI se destaca como um dos principais polos de pesquisa aplicada dedicados à Deficiência Intelectual, ao TEA e às Doenças Raras no Brasil. Desde 2012, o Centro já apoiou mais de 60 projetos de pesquisa e é responsável por mais de 130 publicações científicas em periódicos nacionais e internacionais. Somente em 2025, o CEPI manteve 19 pesquisas ativas, com impacto direto de mais de 192 mil bebês triados, 14 mil educadores capacitados e mais de 400 famílias atendidas.

As pesquisas transformam desafios reais em soluções baseadas em evidências, ampliando o acesso ao diagnóstico, qualificando o cuidado e fortalecendo a inclusão, além de contribuir para a formulação de políticas públicas.

“A ciência tem um papel fundamental na transformação da sociedade porque produz conhecimento capaz de orientar decisões e gerar impacto positivo na vida das pessoas. Quando investigamos a realidade de milhares de famílias, criamos soluções que fortalecem o cuidado, promovem inclusão e contribuem para políticas públicas mais efetivas”, afirma Edward Yang, gerente do CEPI do Instituto Jô Clemente (IJC).

Nesta quarta-feira (8), celebra-se o Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador para homenagear a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), fundada nesta data em 1948, e reconhecer a produção científica nacional e sua relevância para o desenvolvimento do país.

Prêmio Dona Jô Clemente reconhece soluções inovadoras em Educação Inclusiva

Entre as iniciativas de 2026 do IJC está a 1ª edição do Prêmio Dona Jô Clemente – Legado do Saber, que reconhece projetos com potencial de impacto social nas áreas de educação, inclusão e desenvolvimento de pessoas com Deficiência Intelectual e TEA.

Neste ano, foram premiadas iniciativas voltadas à educação inclusiva. O primeiro lugar ficou com o EduEdu Inclusivo: todos podem ler e aprender, plataforma gratuita que personaliza atividades de alfabetização para estudantes com dificuldades de aprendizagem. Em segundo lugar, a Plataforma Mirimim foi reconhecida pelo uso de Inteligência Artificial adaptativa para apoiar o desenvolvimento de crianças neurodivergentes. Já o terceiro lugar foi para o projeto Tecnologia e Capacitação na Inclusão de DI e TEA, que fortalece a formação de professores e o rastreio precoce de transtornos do neurodesenvolvimento.

Projetos estratégicos fortalecem diagnóstico, cuidado e inclusão

Entre os principais projetos desenvolvidos pelo CEPI está o Método de Suporte Familiar, voltado ao fortalecimento da saúde mental, do autocuidado e da rede de apoio de cuidadores de pessoas com TEA.

Também se destaca o Método Custo-Efetivo de Diagnóstico e Intervenções Terapêuticas para o TEA, que reúne evidências científicas para aprimorar o diagnóstico, ampliar o acesso a terapias eficazes e subsidiar políticas públicas.

Na área da educação, o Método de Inclusão Escolar utiliza Inteligência Artificial para desenvolver soluções que favoreçam a aprendizagem e apoiem professores na construção de ambientes mais inclusivos.

Já o projeto de implantação do Sequenciamento Genético de Nova Geração (NGS) busca ampliar o diagnóstico de doenças genéticas relacionadas à Deficiência Intelectual, ao TEA e às Doenças Raras, contribuindo para o avanço da medicina de precisão no Brasil.

Para saber mais acesse o site: ijc.org.br