Afrodescendentes têm maior propensão a viver em pobreza crônica
Relatório ainda aponta que o Brasil é o segundo país no mundo com a maior população afrodescendente

Por: Isabela Alves
De acordo com o relatório ‘Afrodescendentes na América Latina: Rumo a um Quadro de Inclusão’, lançado pelo Banco Mundial, os afrodescendentes representam um quarto da população da América Latina (cerca de 133 milhões de pessoas), sendo que 91% estão no Brasil e na Venezuela.
O estudo também aponta que, quando comparados aos brancos e mestiços, os afrodescendentes são 2,5 vezes mais propensos a viver em pobreza crônica.
No Brasil, na Colômbia, no Equador, no Panamá, no Peru e no Uruguai, eles representam cerca de metade da população em extrema pobreza. Eles também têm baixa representação em cargos decisórios públicos e privados, menos anos de ensino concluído e estão desempregados com maior frequência.
O relatório ainda revela que o Brasil é o segundo país no mundo com a maior população afrodescendente*, atrás apenas da Nigéria, e que por isso é necessário aumentar os esforços para alcançar a igualdade racial no país.
Para baixar o relatório completo, acesse: https://www.worldbank.org/.
*No relatório, o termo afrodescendente foi usado para se referir a pessoas negras e miscigenadas de ascendência africana.
