Fazendo história nas Olimpíadas, Skate já foi proibido em SP

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Hoje um esporte olímpico que tem trazido medalhas para o Brasil, skate já foi visto com preconceito a ponto de ser proibido na maior cidade do país. Em decreto do dia 24 de junho de 1988, o então prefeito de São Paulo, Jânio Quadros, proibiu a circulação de skatistas na cidade

Rayssa Leal, 13 anos, medalha de prata no Skate/ Foto: Wander Roberto/COB

Rayssa Leal, de apenas 13 anos, fez história nas Olimpíadas de Tokyo. Ela se tornou a atleta brasileira mais jovem a ganhar uma medalha olímpica. A medalha de prata veio no Skate, pela primeira vez nos Jogos Olímpicos.

O skatista brasileiro Kelvin Hoefler também tinha conquistado a prata no dia anterior.

Fazendo história nesta edição das Olimpíadas, o skate no Brasil já foi muito marginalizado e até proibido.

Em decreto do dia 24 de junho de 1988, o então prefeito de São Paulo, Jânio Quadros, proibiu a circulação de skatistas na cidade. Na época, a modalidade mal era reconhecida como um esporte, sendo discriminada e alvo de preconceitos.

A proibição foi a resposta a um protesto dos skatistas, no dia anterior, contra a proibição da prática no Parque Ibirapuera.

O veto não pegou totalmente, e alguns “rebeldes” insistiram não só em andar de skate em São Paulo, como alguns chegaram a tentar organizar campeonatos. A reação foi forte, e eram constantes os desentendimentos com a Guarda Civil Municipal.

A situação mudou com a eleição de Luiza Erundina, então do PT, para a prefeitura de São Paulo. A nova prefeita, primeira mulher a vencer uma eleição para o executivo municipal paulistano, e que já havia se comprometido durante a campanha a liberar o skate, permitiu a volta dos skatistas à cidade em 1989.

Em 2020, ao receber skatistas, a deputada federal posou com um skate, reeditando foto icônica dos tempos em que defendeu a liberação do esporte.

Com a primeira conquista do brasileiro, Erundina publicou em seu Twitter: “E a nossa primeira medalha na Olimpíada de Tokyo veio justamente do Skate, com o atleta Kelvin Hoefler. Hoje, um esporte olímpico, no passado, discriminado e proibido em São Paulo, que Erundina liberou! Parabéns Kelvinho!”. Ela também parabenizou Rayssa.

Fontes: G1 e Bandsports