Culturando a Alfabetização chega à 2ª edição e amplia presença para seis estados brasileiros
ONGs em Ação
Iniciativa do Instituto Fefig combina cultura, leitura e gestão educacional para impactar mais de 63 mil crianças da rede pública em 69 municípios
Em abril, o Instituto Fefig inicia a 2ª edição do projeto Culturando a Alfabetização, que expande sua presença territorial e consolida um modelo de impacto educacional ao articular cultura, leitura e gestão educacional como estratégia para enfrentar os desafios da alfabetização no Brasil. Nesta segunda edição, o projeto distribui 32 mil livros paradidáticos, alcança 63 mil crianças, 2.668 turmas e 923 escolas públicas, em 69 municípios de seis estados brasileiros.
Na Bahia, o projeto chega a 23 municípios; no Mato Grosso do Sul, contempla o município de Corumbá; no Piauí, alcança 14 municípios; no Rio Grande do Norte, oito municípios; em Santa Catarina, 17 municípios; e, no Tocantins, seis municípios.
A relevância do projeto se intensifica diante do cenário nacional. De acordo com o Indicador Criança Alfabetizada, do Ministério da Educação, 40,4% das crianças brasileiras não estão alfabetizadas ao final do 2º ano do Ensino Fundamental, dado que reforça a urgência de iniciativas estruturadas, colaborativas e orientadas por resultados concretos no campo da educação pública.
O Culturando a Alfabetização é uma extensão do programa Gestão da Alfabetização, eixo central da atuação do Instituto Fefig junto aos municípios parceiros. Por meio desse programa, o Instituto apoia Secretarias de Educação na implementação de políticas públicas eficazes, com foco direto no ciclo da alfabetização, oferecendo formação continuada a educadores, acompanhamento técnico, monitoramento de indicadores educacionais e ações de engajamento das famílias e das comunidades escolares.
Ao ampliar essa atuação, o projeto integra a distribuição de livros paradidáticos com curadoria especializada, fortalecendo o processo de alfabetização e estimulando o gosto pela leitura entre crianças de 6 a 11 anos, de forma articulada às políticas públicas municipais e às práticas pedagógicas desenvolvidas nas escolas.
“O nosso projeto Culturando a Alfabetização entra em um novo momento em 2026. Depois do sucesso da primeira edição, na qual conseguimos distribuir 19.500 livros de literatura infantil para 40 municípios espalhados por seis estados do país, entramos agora na nossa segunda edição, ampliando nosso alcance para 69 municípios, que, juntos, receberão 26.460 livros e, mais do que isso, todo o apoio formativo e de acompanhamento necessários para que não seja apenas um incremento de acervo, mas um aliado para a prática cotidiana da leitura como prazer, caminhando para zerarmos o flagelo do analfabetismo no nosso país”, afirma Bartholomeu, do Instituto Fefig.
Com 54% dos recursos já captados, a nova edição do Culturando a Alfabetização conta com o apoio de empresas e instituições filantrópicas, muitas delas sediadas em São Paulo, evidenciando o papel estratégico da filantropia privada no fortalecimento da educação pública em diferentes regiões do país. Entre os apoiadores estão Beacon School, BTG Pactual, BR Partners, JiveMauá, Scotiabank, Lutepel e o Banco Daycoval.
O engajamento desses parceiros demonstra como o investimento social privado pode ultrapassar fronteiras geográficas e contribuir diretamente para garantir o direito à alfabetização com qualidade, equidade e significado, conectando investidores sociais de grandes centros urbanos a realidades educacionais diversas em todo o Brasil.
Mais do que a doação de livros, o Culturando a Alfabetização promove um investimento educacional estruturado, baseado em evidências e alinhado às políticas públicas municipais. O modelo combina cultura, gestão educacional e monitoramento de dados, com avaliação de impacto antes e depois das intervenções, formação de professores e gestores e envolvimento ativo das famílias, reforçando a alfabetização como uma agenda coletiva e estratégica para assegurar que crianças sejam alfabetizadas na idade certa, com compreensão leitora, repertório cultural e autonomia.
