Dia Mundial da Educação: Afesu reforça compromisso com inclusão e desenvolvimento social

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Dia Mundial da Educação: Afesu reforça compromisso com inclusão e desenvolvimento social

Celebrado em 28 de abril, o Dia Mundial da Educação comemora o compromisso firmado por 164 países no Fórum Mundial de Educação em Dakar (2000) para universalizar o ensino e combater o analfabetismo. Nessa data, o terceiro setor ganha destaque como peça fundamental para preencher lacunas históricas e acelerar a inovação no ensino.

Enquanto o poder público foca na estrutura macro, as Organizações Não Governamentais (ONGs), como a Afesu (Associação Feminina de Estudos Sociais e Universitários), atuam na ponta, garantindo que o conhecimento chegue às comunidades mais vulneráveis e adaptando metodologias às realidades locais.

No Brasil, o papel das ONGs vai além do reforço escolar. Segundo os últimos dados publicados pelo Mapa das OSCs, o país possui mais de 815 mil Organizações da Sociedade Civil (OSCs/ONGs), sendo a educação uma das principais áreas de atuação.

Elas são responsáveis por projetos de alfabetização na idade certa, inclusão digital, educação ambiental e capacitação profissional para jovens de baixa renda. Em um cenário de recuperação pós-pandemia, essas instituições têm sido o braço direito de escolas públicas para combater a evasão e promover o acolhimento socioemocional dos alunos.

“As ONGs possuem uma agilidade que permite testar soluções pedagógicas inovadoras que, muitas vezes, servem de modelo para políticas públicas futuras”, afirma Sonia de Almeida, diretora-executiva da Afesu. “Neste 28 de abril, celebramos não apenas a escola, mas todo o ecossistema que mantém a chama do aprendizado acesa, especialmente onde o Estado encontra maiores dificuldades de acesso.”

A Afesu, por exemplo, aposta em uma abordagem que integra aprendizado, desenvolvimento socioemocional e formação cidadã. A associação, criada com o objetivo de capacitar meninas e mulheres para o mercado de trabalho, estrutura projetos de forma a ir muito além do conteúdo acadêmico.

“Nosso objetivo é ampliar o acesso de meninas e mulheres à educação de qualidade como um caminho concreto para a transformação social e a redução das desigualdades no Brasil. Em um país onde fatores como renda, território e contexto familiar ainda determinam, em grande medida, as oportunidades educacionais, pensar e colocar a educação em prática é enfrentar desafios estruturais profundos. Iniciativas como a Afesu e tantas outras entidades, que promovem a permanência e o desenvolvimento integral dos estudantes, tornam-se essenciais”, complementa Sonia.

Apesar do impacto positivo, o setor necessita ser sustentável. Segundo dados do “Panorama das ONGs: Capítulo Brasil”, publicado em 2025 pelo World Giving Report, as ONGs brasileiras relatam ter, em média, 3,9 fontes de financiamento.

É o apoio da iniciativa privada e as doações individuais que permitem a manutenção de bibliotecas comunitárias, cursos de robótica e programas de incentivo à leitura em áreas periféricas.