Equipe Olímpica de Refugiados faz história

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As Olimpíadas de Paris representaram um momento histórico para a Equipe Olímpica de Refugiados, que conquistou sua primeira medalha. A boxeadora Cindy Ngamba alcançou o bronze na categoria feminina de 75kg, tornando-se a primeira atleta refugiada a subir no pódio. Segundo a Agência da ONU para os Refugiados, Acnur, o sucesso histórico de Ngamba foi apenas uma das muitas performances notáveis.

A Equipe Olímpica de Refugiados em Bayeux, Normandia/ Imagem:COI/John Huet

 

As Olimpíadas de Paris representaram um momento histórico para a Equipe Olímpica de Refugiados, que conquistou sua primeira medalha.

A boxeadora Cindy Ngamba alcançou o bronze na categoria feminina de 75kg, tornando-se a primeira atleta refugiada a subir no pódio. Segundo a Agência da ONU para os Refugiados, Acnur, o sucesso histórico de Ngamba foi apenas uma das muitas performances notáveis.

No atletismo, Dominic Lokinyomo Lobalu ficou a uma fração de segundo de uma medalha na final masculina dos 5 mil metros no sábado, terminando em quarto lugar.

No início dos Jogos, Perina Lokure Nakang e Jamal Abdelmaji bateram recordes pessoais em suas corridas, de 800 metros femininos e 10 mil metros masculinos, respectivamente.

Na água, três velocistas refugiados chegaram às quartas de final: Fernando Dayan Jorge Enriquez, na canoa masculina de 1 mil metros; Saeid Fazloula, no caiaque masculino de 1 mil metros e Saman Soltani, no caiaque feminino de 500 metros.

 

Participação nas cerimônias de abertura e encerramento

O objetivo é dar aos atletas deslocados a chance de mostrar seus talentos no mais alto palco esportivo. A equipe fez sua aparição inaugural nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Nos Jogos de Tóquio 2020, um total de 29 atletas refugiados competiram, incluindo o ciclista de estrada Masomah Ali Zada, que liderou a Equipe Olímpica de Refugiados em Paris como seu Chefe de Missão e porta-voz.

Para a cerimônia de abertura em Paris, os porta-bandeiras da equipe foram Ngamba e Yahya Al Ghotany, que competiu no taekwondo.

O grupo foi representado durante a cerimônia de encerramento pelos porta-bandeiras Farida Abaroge e Kasra Mehdipournejad. Ngamba subiu ao palco ao lado do presidente do COI, Thomas Bach.

Para o Acnur, todos os 37 membros da Equipe Olímpica de Refugiados demonstraram “tremenda determinação e coragem em seus 12 esportes diferentes em Paris 2024”. Eles representaram cerca de 120 milhões de pessoas deslocadas à força em todo o mundo.

A Equipe Olímpica de Refugiados foi criada pelo Comitê Olímpico Internacional, COI, e pela Fundação Olímpica de Refúgio, com o apoio do Acnur.

 

Fonte: ONU News