Fotografia de Kim Kardashian ajudou a resolver roubo de um sarcófago

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Foto da socialite no Met Gala, o baile anual do Museu Metropolitano de Arte de Nova York (MET), encorajou denúncia sobre roubo de sarcófago egípcio que havia sido vendido ilegalmente para o museu

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Imagem: Reprodução internet

A celebridade Kim Kardashian sempre tem suas fotos viralizadas nas redes sociais. O que ela nunca imaginou é que uma das suas fotos iria ajudar a resolver o roubo de um sarcófago egípcio.

A foto foi tirada no Met Gala, baile anual de angariação de fundos para o Museu Metropolitano de Arte de Nova York (MET), que sempre impressiona pelos looks das celebridades que comparecem ao evento.

Em um encontro inusitado entre o mundo da arqueologia e do entretenimento, a imagem postada pela socialite permitiu que o artefato histórico, que foi comprado pelo MET por 4 milhões de dólares, fosse identificado como um item que foi surrupiado do Egito sete anos antes.

A importante conexão foi feita por um morador do Oriente Médio que topou com a imagem viral da Kardashian na internet, e, mantendo sua identidade anônima, decidiu conceder as informações valiosas que possuía para um promotor do distrito de Manhattan, onde está localizado o museu.

O artefato havia ficado exposto no museu nova-iorquino com o título correto, o caixão do sacerdote Nedjemankh. Mas esse foi um dos poucos elementos verdadeiros da documentação entregue à instituição quando ela adquiriu o bem histórico.

Essa papelada, que havia sido falsificada, dizia que a relíquia fora exportada legalmente para o território norte-americano em 1971, algo que não podia estar mais longe da verdade.

Embora a tumba tecnicamente pertencesse ao Ministério de Antiguidades do Egito, assim como outras relíquias arqueológicas que são desenterradas no território e posteriormente estudadas por especialistas, o artefato foi desenterrado já de forma ilegal, sendo trazido à superfície em 2011 por um grupo de saqueadores, e não por arqueólogos trabalhando no governo egípcio.

Frente a essas informações, o promotor Matthew Bogdanos não perdeu tempo e iniciou um inquérito policial para averiguar as evidências. O responsável pela denúncia anônima foi capaz de fornecer fotografias do caixão de Nedjemankh, confirmando assim suas alegações.

Em 2019, o caixão de Nedjemankh voltou à sua terra natal, levando consigo os pedidos de desculpas de Daniel Weiss, que é o CEO do MET.

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Fonte: Aventuras na História