Instituto Bueno Netto leva Fundação Bradesco para discutir filantropia no Parque Global Cultural

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Adalberto e Dinda Bueno Netto (Instituto Bueno Netto), Murilo Nogueira (Fundação Bradesco) e Poliana Simas (Bradesco Global Private Bank)

Construir um legado por meio de impacto social. Essa foi a mensagem do Encontro sobre Filantropia realizado no Parque Global Cultural, espaço dedicado às artes que faz parte do empreendimento e bairro planejado Parque Global, em São Paulo. O Instituto Bueno Netto foi representado pelo empresário e presidente do grupo Adalberto Bueno Netto e por Dinda Bueno Netto, gestora do Parque Global Cultural e diretora do Instituto.

Na oportunidade, eles puderam apresentar a organização que iniciou suas atividades em 2024 e se tornou um marco nas comemorações pelos 50 anos de atuação de Bueno Netto no setor imobiliário. “Nosso objetivo foi reunir tudo que meu pai fez nesses 50 anos e centralizar no Instituto. Por isso, focamos na capacitação de mão de obra para a construção civil”, afirmou Dinda durante o encontro.

Outro palestrante, o diretor da Fundação Bradesco, Murilo Nogueira, mostrou durante sua fala como a instituição utiliza dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) para garantir suas atividades. Em 1956, o fundador do Bradesco, Amador Aguiar, doou parte das ações do banco para criar a fundação e investir na educação básica do Brasil.

Cerca de 68 anos depois, a Fundação Bradesco mantém 40 escolas e beneficia mais de 40 mil crianças e jovens, atendendo da educação infantil ao ensino médio. Para Nogueira, organizações mantidas por investimentos filantrópicos devem ter metas bem definidas. “Com metas claras, pessoas competentes e bem-intencionadas, novos institutos têm tudo para dar certo”, afirmou.

Já a especialista em Wealth Planning do Bradesco Global Private Bank, Poliana Simas, salientou como o legado de um empreendedor é fortalecido por investimentos sociais. Segundo Simas, o planejamento financeiro pode incluir as causas que movem os investidores sociais e servir como ponto de partida para incluí-las de maneira responsável. Ela ainda ressaltou que a lógica é diferente ao comparar o investimento social e o financeiro. “Não dá para pulverizar. Deve-se traçar um plano efetivo que garanta a sustentabilidade financeira da Fundação (ou ação social)”, explicou.

Após ouvir os convidados, Adalberto Bueno Netto salientou a importância da divulgação de informações sobre filantropia para que ações sociais sejam abraçadas por mais brasileiros. E convidou a Fundação Bradesco e o Bradesco Global Private Bank a ocuparem o Centro de Inovação, Saúde e Educação que fará parte do complexo Parque Global.

“Essa inovação que vocês estão propondo na filantropia é um tema fantástico para estar junto conosco. Porque a filantropia não é fácil. É muito difícil decidir qual atividade seguir. E vocês apresentam, com uma transparência muito grande, um caminho espetacular que pode crescer muito e aumentar os números (de investimentos filantrópicos) do Brasil”, afirmou o empresário.

Mesmo recente, o Instituto Bueno Netto já funciona a pleno vapor em áreas de vulnerabilidade social próximas aos empreendimentos do Grupo. São diversos cursos profissionalizantes e gratuitos sobre temas como piso vinílico, formas de madeira para estrutura de concreto, alvenaria, sistemas hidráulicos, entre outros. Em cerca de seis meses, já formou cerca de 130 alunos e trabalha para encaminhá-los ao mercado de trabalho. “Capacitamos para atender o setor de construção civil como um todo. Por isso, chamamos nossos parceiros, apresentamos os alunos e vários são contratados”, contou durante o evento a diretora do instituto, Dinda Bueno Netto.

A parceria com o Sistema S foi celebrada pela executiva. “Todos nossos cursos oferecem certificado do Senai. Isso é muito importante porque é uma instituição muito respeitada e valorizada pelo mercado na hora de contratar”, acrescentou. Para garantir a presença dos alunos, Dinda relatou que todos contam com vale-transporte e alimentação. “Após assistirem às aulas e atuarem nas obras, eles conseguem enxergar um futuro naquele espaço”, concluiu.