Mini documentário destaca impacto de políticas públicas na primeira infância em 21 municípios brasileiros
ONGs em Ação
Em um momento em que a primeira infância ganha cada vez mais espaço no debate público no Brasil, um novo mini documentário lança luz sobre como políticas públicas voltadas a crianças de 0 a 6 anos podem impactar diretamente a vida de famílias e comunidades. Produzido pela Avante – Educação e Mobilização Social, o material estreia na primeira semana de maio, em conexão com o Dia das Mães, e aposta em histórias reais para sensibilizar e ampliar o olhar da sociedade sobre essa etapa fundamental da vida.
O mini documentário faz parte do projeto Primeira Infância Cidadã (PIC), que, após resultados consistentes entre 2021 e 2024, voltou a ser implementado em 2025 com expansão para 21 municípios, incluindo novas cidades no estado da Bahia. A iniciativa busca fortalecer políticas públicas integradas nas áreas de saúde, educação e assistência social, e agora investe no audiovisual como estratégia para tornar seus impactos mais visíveis e acessíveis ao grande público.
“A gente entendeu que o minidocumentário é uma ferramenta potente para dar visibilidade às ações e, principalmente, às pessoas envolvidas. Ele permite mostrar, em tempo real, histórias que despertam emoção, geram interesse e ampliam o conhecimento sobre a primeira infância”, explica Ana Luiza, consultora associada da Avante e coordenadora geral do projeto.
Histórias reais
Ao longo do vídeo, diferentes narrativas mostram como o cuidado com a criança começa ainda na gestação, passando pelo incentivo ao parto humanizado e pela importância da amamentação. O conteúdo também aborda desafios enfrentados por muitas mulheres, como a conciliação entre trabalho e maternidade, além de destacar práticas solidárias como a doação de leite materno.
Entre as histórias retratadas está a de Kethelen Santos de Almeida Arruda, mãe que transformou uma experiência difícil em um gesto de cuidado coletivo. Após enfrentar complicações no parto — incluindo uma infecção que dificultou o início da amamentação — ela precisou lidar com a frustração de não conseguir alimentar a própria filha nos primeiros dias de vida. Mesmo produzindo leite, chegou a descartá-lo, até receber orientação de profissionais de saúde sobre a possibilidade da doação.
A partir disso, decidiu se tornar doadora de leite materno, contribuindo para a sobrevivência e o desenvolvimento de outros bebês. “A doação é um ato de amor, você consegue salvar vidas”, afirma. Sua trajetória evidencia a importância do acesso à informação e do apoio institucional, além da força das redes de cuidado que envolvem profissionais de saúde e outras mães.
Além da saúde, o documentário também apresenta iniciativas na área da educação que dialogam com o meio ambiente e a cultura local, reforçando a importância da atuação integrada entre diferentes políticas públicas. As experiências mostram que o desenvolvimento infantil está diretamente ligado ao território e às relações construídas no cotidiano das comunidades.
“Nosso objetivo é contribuir para que mais pessoas compreendam a primeira infância como uma etapa estruturante da vida, em que se formam as bases do desenvolvimento físico, emocional, cognitivo e social. Ao trazer histórias reais, queremos não só informar, mas provocar reflexão e mobilizar a sociedade”, destaca Jean Cardoso, articulador de comunicação do projeto.
Este é o primeiro de uma série de mini documentários previstos pelo projeto, que deve apresentar experiências de diferentes municípios ao longo do ano. A proposta é ampliar o debate público e inspirar iniciativas semelhantes em outras regiões do país, reforçando o compromisso com a garantia de direitos na infância.
Para assistir ao documentário completo: https://www.youtube.com/watch?v=-ubZ8HAEkGs&t=3s
