Candidaturas femininas e negras batem recorde no Brasil

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O aumento de candidaturas de mulheres e pessoas que se autodeclaram pretas e pardas é decorrente de regras de incentivo que promovem representatividade na política

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Imagem: Adobe Stock | Licenciado

Por Ana Clara Godoi

Os registros de candidaturas de mulheres e pessoas negras bateu recorde nas eleições deste ano. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), candidatos negros representam 49,6% das candidaturas. Quando se trata do gênero, as mulheres compõem 33,4% do grupo de candidatos.

O aumento de mulheres e pessoas negras nas eleições deste ano foi motivado por regras que incentivam a participação desses grupos em espaços de poder, com objetivo de promover a representatividade na política.

No total, são 27.667 candidaturas registradas até 16 de agosto. Deste número, 13.732 são pessoas negras, o que representa um aumento de 558 candidatos em comparação com as últimas eleições, realizadas em 2018. As candidaturas negras abrangem pessoas que se autodeclaram pretos e pardos.

Embora haja um crescimento notável, ele não ocorreu em todas as legendas.

O pleito federal contabilizou um aumento de 270 candidaturas femininas, totalizando 9.232 mulheres na corrida eleitoral. Elas formam 32,9% das candidaturas às Assembleias estaduais, 34,6% na corrida às cadeiras da Câmara, 17% na disputa dos governos de estados e 23,6% da concorrência ao Senado.

Para Tathiana Chicarin, docente do curso de pós-graduação da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo), ter mulheres em espaços de poder é de extrema importância. No entanto, a quantidade de mulheres no parlamento ainda não reflete a população feminina do país.

“O aumento ainda é muito baixo se a gente olhar para a quantidade de mulheres que temos no Brasil. O que me parece é que os partidos estão cumprindo o que a Lei exige, que são os 30%. Estão dentro desse percentual para cumprir a regra eleitoral que é colocada”.

Houve anda o registro de 175 candidaturas de pessoas que se autodeclaram indígenas e 112 de pessoas que se autodeclaram amarelas.

Fonte: CNN