Crianças e adolescentes ganham autonomia com educação inclusiva

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Estudo mostra que crianças com deficiência intelectual que frequentam escolas comuns desenvolvem melhor sua autonomia, comunicação e linguagem

Imagem ilustrativa. Crédito: Pillar Pedreira (Agência Senado)

Por: Mariana Lima

O Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação do Instituto Jô Clemente (CEPI) – antiga APAE de São Paulo – realizou um estudo sobre o aprendizado de crianças e jovens com deficiência intelectual.

De acordo com o estudo, alunos com esse tipo de deficiência que frequentavam salas de aula comuns apresentaram um maior desenvolvimento da autonomia, da comunicação e da linguagem e expressão, comparados a alunos de escolas especiais.

Os alunos de escolas comuns conseguiram manifestar melhor seus desejos e o interesse pelas atividades propostas, mostrando-se até questionadores em alguns momentos das aulas.

A independência deles também era melhor trabalhada, sendo que alguns conseguiam se locomover pelos espaços da escola, ir ao banheiro ou se servir no refeitório de maneira autônoma.

Mesmo não utilizando a linguagem oral, muitos apresentaram melhora na comunicação, no relacionamento interpessoal e na aprendizagem.

Já as crianças e jovens de escolas especiais tiveram poucos avanços nestas áreas. O estudo apontou que os alunos permaneceram com atitudes infantilizadas, comportamentos inadequados, vocabulário restrito, e dificuldades para enfrentar e resolver conflitos.

Quanto à autonomia e independência, os alunos de escolas especiais ainda precisavam de um profissional para acompanhá-los pelas dependências escolares.

O Instituto Jô Clemente posiciona-se a favor de escolas inclusivas. Em 2010, a organização encerrou as atividades de uma escola especial que mantinha, para se dedicar ao atendimento educacional especializado.

Com isso, passou a atuar na identificação, elaboração, organização de recursos pedagógicos e de acessibilidade para a plena participação dos alunos no ensino comum.

A pesquisa ‘Educação inclusiva na APAE de São Paulo – relato de experiência após seis anos da transição da escola especial‘, foi realizada pela pedagoga Roseli Olher, em 2013, para o Instituto Jô Clemente. Para ler, clique aqui.