Mais de 33 milhões de brasileiros não têm água nas suas casas

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No Brasil, a cada 100 mil óbitos de crianças de zero a quatro anos, 3,4 são relacionados à falta de água e saneamento básico

Imagem ilustrativa/ Foto: Adobe Stock

De acordo com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis) e das estimativas populacionais calculadas pelo Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística (IBGE), mais de 33,6 milhões de pessoas no Brasil ainda não tinham acesso à rede de distribuição de água, em 2020. O dado aparece na publicação Cenário da Infância e Adolescência no Brasil 2022, da Fundação Abrinq.

A região Norte do país é a mais afetada, com 41,1% dos domicílios sem distribuição de água. A concentração das taxas de mortalidade, relacionadas às fontes de água e ao saneamento inadequado, demonstra a nítida consequência das baixas proporções de acesso à coleta de esgotos e distribuição de água, tendo impacto sobre as expectativas de vida, principalmente entre crianças de até quatro anos de idade.

A taxa de mortalidade de crianças e adolescentes de até 19 anos de idade atribuída a fontes de água inadequadas, ao saneamento inadequado e à falta de higiene (óbitos para cada 100 mil habitantes), na região Norte do país chega a 8,5, contra 1,8 na região Sudeste, onde existe a maior taxa de domicílios com acesso a água e esgoto.

No Brasil, a cada 100 mil óbitos de crianças de zero a quatro anos, 3,4 são relacionados à falta de água e saneamento básico.

Segundo os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis) relativos a 2020, com base nos indicadores fornecidos por 4.744 das 5.570 prefeituras existentes no país, técnicos do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) estimam que quase metade da população abrangida pelo sistema não tem acesso a redes de esgoto. Isso significa que, de um total de 208,7 milhões de brasileiros, 94,1 milhões não dispõem do serviço.

Fontes: Fundação Abrinq e Agência Brasil


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