O Brasil é o maior alvo de ataques cibernéticos da América Latina

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No segundo semestre de 2022, o país sofreu uma alta de 19% em ataques cibernéticos e entrou em primeiro lugar na lista de países da América Latina; a Fundação Vanzolini realizou um debate sobre o tema Cibersegurança em seu podcast, onde apontam as consequências de empresas e indivíduos que não realizam práticas de segurança

Foto: Adobe Stock.

Por Laura Leite

Em levantamento realizado pelo jornal O Globo, o Brasil não é só um país que é um grande alvo de ataques, mas também um gerador de ataques; o relatório intitulado “Global DDoS Threat Intelligence” da Nestcout (empresa voltada a dados, soluções de aplicativos e redes de segurança), aponta que o Brasil sofreu um aumento de 19% no número de tentativas de ataques cibernéticos no segundo semestre de 2022, em relação ao primeiro. O aumento é ainda superior ao observado na média mundial, que foi de 13% no período. 

A cibersegurança é a prática de proteger redes, dispositivos, aplicativos, sistemas e dados de ameaças cibernéticas; segundo a matéria, os principais setores-alvos de cibercriminosos no Brasil são as operações de telecomunicação sem fio, telecomunicação com fio e servidores de processamento de dados; agências corretoras de seguros, empresas locais de transporte de cargas também atraem a atenção dos grupos hackers. 

O diretor da Netscout, Geraldo Guazzelli, avaliou que desde a privatização do mercado das telecomunicações no Brasil, houve um crescimento exponencial em infraestrutura e serviços, dando oportunidades para aumento de acesso a serviços tecnológicos e abertura para este tipo de crime. Para além disso, pelo país ter um grande destaque em termos de presença global, pelo setor agropecuário e afins, o Brasil se tornou alvo para os hackers.

A Fundação Vanzolini reuniu em seu podcast “Conexão Vanzolini” especialistas em cibersegurança para falar sobre hackers e a segurança de empresas e indivíduos nas redes; no programa “Cibersegurança e o avanço contra os ataques cibernéticos”, Almir Meira, Marcelo Lau, Giancarlo Pereira e a tutora Ane Rodrigues abordam a importância do tema.

“Segurança de informação é o termo mais amplo dado ao movimento de interlocução entre os sistemas de segurança de informação voltados a proteger indivíduos, empresas, dados de países e afins.”, explicou Marcelo Lau, professor parceiro da Fundação Vanzolini.

Ao longo do podcast o assunto cibersegurança é costurado entre os especialistas, trazendo exemplos de casos e muitas informações sobre o assunto, confira no spotify. No momento, a Fundação está realizando um curso voltado a “Cibersegurança com simulação Cyber Range e apoio de Inteligência Artificial”, que tem por objetivo promover um conjunto de conhecimentos e capacitações especializadas para os futuros líderes em segurança cibernética.

“Uma empresa que não aplica suas práticas de segurança cibernética corre o risco inclusive de perder sua continuidade de negócios; existem situações já relatadas de empresas que deixaram de existir por conta de acidentes cibernéticos; roubo de informação confidencial, roubo de informação financeira, infectada por vírus, exposição negativa da sua marca, são ações que podem ocorrer com a empresa ou indivíduo que não tomarem esse cuidado.”, disse Almir Alves, professor da Fundação. 

A Fundação Vanzolini, parceira do Observatorio, é uma organização sem fins lucrativos, criada e gerida pelos professores do departamento de Engenharia de Produção da Universidade de São Paulo (Poli-USP), para melhorar a efetividade do processo de desenvolvimento sustentável do Brasil. A Fundação desenvolve, aplica e dissemina novos conhecimentos da Engenharia no cotidiano de pessoas, empresas, instituições e governos, contribuindo na resolução de problemas econômicos, ambientais, técnicos e sociais no Brasil e no exterior.

O tema cibersegurança esta alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda da ONU de 2030, sendo o ODS 16, relacionado a paz, justiça e instituições eficazes.