O mistério das 5 crianças que desapareceram em um incêndio

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Na Véspera de Natal de 1945, um incêndio destruiu a casa da família Sodder, 5 crianças desapareceram e seus corpos nunca foram encontrados.

Irmãos Sodder, desapareceram durante um incêndio na casa onde moravam e os corpos nunca foram encontrados | Imagem: Wikipédia

Na Véspera de Natal, dia 24 de dezembro de 1945, um incêndio destruiu a casa da família Sodder em Fayetteville, West Virginia, Estados Unidos.  Quem morava na casa eram George Sodder, a sua esposa Jennie, e nove dos seus dez filhos. Durante o incêndio, George, Jennie e quatro dos nove filhos escaparam. Os corpos das outras cinco crianças nunca foram encontrados. Durante o resto das suas vidas, a família Sodder acreditou que as cinco crianças que desapareceram sobreviveram ao acidente.

Os Sodders nunca reconstruíram a sua casa, tendo preferido transformar o local num jardim memorial em honra dos seus filhos desaparecidos. Na década de 1950, quando começaram a duvidar que os seus filhos tivessem morrido, colocaram um cartaz no local, visível a partir da State Route 16 com fotografias das cinco crianças, no qual ofereciam uma recompensa a quem tivesse informações que pudessem ajudar a resolver o caso. Permaneceu no mesmo local até pouco depois de Jennie Sodder falecer em finais da década de 1980.

Os Sodder acreditavam que os seus filhos tinham sobrevivido devido a uma uma série de circunstâncias invulgares que ocorreram antes e durante o incêndio. George contestou a conclusão do departamento de incêndios de que o fogo tinha sido de origem elétrica, tendo afirmado que o sistema elétrico da casa tinha sido renovado e inspecionado pouco tempo antes. Tanto ele como a esposa desconfiavam que a verdadeira causa tinha sido fogo posto, o que os levou à teoria de que os seus filhos tinham sido raptados pela Máfia Siciliana, talvez como um ato de retaliação pelo fato de George criticar abertamente Benito Mussolini e o governo fascista que exercia funções no seu país natal, a Itália.

Jennie Sodder também nunca conseguiu aceitar a teoria da polícia de que todos os corpos das crianças tinham ardido completamente no incêndio. Muitos dos eletrodomésticos que tinham em casa foram encontrados e ainda eram identificáveis nas cinzas, assim como fragmentos do telhado de aço.  Jennie comparou os resultados do incêndio na sua casa com os de um outro incêndio que tinha ocorrido na mesma altura e no qual morreu uma família de sete pessoas. Nesse caso, havia registos de que tinham sido encontrados ossos de todas as vítimas. Chegou mesmo a queimar pequenas pilhas de ossos de animais para ver se estes desapareciam por completo, o que nunca aconteceu. Entrou também em contacto com um funcionário de um crematório local que lhe disse que os ossos humanos resistem mesmo depois de os corpos serem queimados a 1.090 °C durante duas horas, muito mais tempo e a temperaturas muito mais elevadas do que o incêndio em sua casa.

Embora o Estado e a polícia federal se tenham esforçado por investigar o caso com mais atenção durante a década de 1950, nunca foi encontrada mais informação. No entanto, durante a década de 1960, a família recebeu uma fotografia que acreditavam ser de um dos rapazes, já adulto. Tanto a única filha sobrevivente do casal como os seus netos têm continuado a divulgar o caso na comunicação social e nas redes sociais até os dias de hoje.

 

Fontes: Aventuras na História/ UOL e Wikipédia