Professores de escolas vulneráveis recebem menor remuneração, em SP

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Estudo da Fundação Tide Setubal e da Transparência Brasil mostra que professores ganham menos quando trabalham em escolas com mais alunos vulneráveis. Pesquisa analisou situação das escolas municipais paulistanas

Imagem: Freepik

Por: Isabela Alves

Professores de escolas públicas que dão aula para alunos pretos, pardos e indígenas, ou que trabalham em locais de maior vulnerabilidade social têm uma remuneração menor do que profissionais que lecionam em escolas centrais com maior proporção de alunos brancos. 

A informação foi divulgada no estudo ‘Professores e Territórios – Diferenças salariais e as desigualdades na educação’, da Fundação Tide Setubal e da Transparência Brasil.

A pesquisa analisou 670.646 pagamentos para profissionais de 1.479 escolas municipais paulistanas em 2019.

Para cada 1 ponto de aumento no IPVS (Índice Paulista de Vulnerabilidade Social), o valor médio da hora de trabalho paga cai em R$ 4 — ou seja, docentes em escolas em território mais vulnerável tendem a receber menos em média.

Um professor que atue por 30 horas semanais em uma escola com IPVS 5 tende a receber R$ 480 mensais a menos que um docente atuando em uma escola cujo IPVS seja 4.

Ao se compararem escolas com 2 pontos de IPVS de diferença, a média salarial variaria mais ainda, em quase R$ 1 mil para professores com carga de 30 horas semanais.

Para a Fundação Tide Setubal, é necessário diminuir o tamanho das salas, contratar mais pessoal de apoio, assegurar mais segurança e oferecer oportunidades especiais de ascensão na carreira destes professores, além de fortalecer o projeto pedagógico dessas unidades de ensino e de incentivar que o docente lecione só nessa escola.


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