O músico que no auge do sucesso foi condenado à perpétua por matar a mãe

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O músico Jim Gordon, baterista de Eric Clapton e coautor do sucesso ‘Layla’, cumpriu prisão perpétua por matar a própria mãe. Ele faleceu no último dia 13/03, aos 77 anos, na prisão onde cumpria sua pena. Ele dizia que vozes pediram para matar sua mãe

Jim Gordon
Músico Jim Gordon, que cumpriu prisão perpétua por matar a própria mãe/ Crédito: Reprodução / Vídeo

Na última segunda-feira, (13/03), Jim Gordon, baterista de Eric Clapton e coautor do sucesso ‘Layla’, faleceu aos 77 anos. O músico faleceu de causas naturais, ainda que tivesse sido diagnosticado com esquizofrenia em 1983. Gordon era um artista que esteve presente em diversos sucessos.

Jim foi integrante da banda Derek and the Dominos, de Eric Clapton, e, ao longo da carreira, tocou com centenas de artistas. No álbum ‘All Things Must Pass’, de 1970, do artista George Harrison, ele é um dos principais bateristas.

Inclusive, uma contribuição de Gordon na faixa da banda Incredible Bongo Band, ‘Apache’, de 1972, é considerada uma das batidas de bateria mais sampleadas da história do hip-hop.

Mas tudo mudou no ano de 1983, no auge do seu sucesso, depois de semanas com comportamento agressivo, em junho de 1983, Gordonmatou a própria mãe. Ele espancou e esfaqueou a mãe, de 72 anos, até a ver morrer. O artista alegou que ouviu coisas lhe disseram para fazer isso.

Gordon afirmou, na época, que “vozes” mandaram ele realizar o assassinato. Em 1985, o músico disse em uma entrevista à Rolling Stone acerca da morte da mãe: “Eu não tinha interesse em matá-la (…) Eu não tive escolha. Foi tão natural, como se eu estivesse sendo guiado como um zumbi”.

Ele foi oficialmente diagnosticado com esquizofrenia após o crime, e condenado a prisão perpétua em 1984. Depois de 16 anos, o músico teria possibilidade de condicional, que foi pedida diversas vezes nos anos seguintes, mas foi negada em todos os pedidos.

Pouco antes de morrer, o baterista se recusava a ter contato com advogados e a comparecer às audiências de liberdade condicional. Raramente saía de sua cela e resistia à medicação. Em novembro de 2017, Gordon foi novamente diagnosticado com esquizofrenia.

 

Fonte: Aventuras na História/ UOL