País ganha primeiro observatório dedicado à filantropia e ao Investimento Social Privado

Cultura de Doação
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Hub criado pelo Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE) – em parceria com instituto nacional de pesquisa e universidades – reúne dados, estudos e memória do setor para fortalecer campo e ampliar cultura de doação no Brasil 

Imagem: Magnific

O Brasil passa a contar, a partir desta terça-feira (30), com o primeiro hub colaborativo de conhecimento dedicado à filantropia e ao Investimento Social Privado (ISP). Fruto de uma articulação inédita entre o Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE) e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia “Transformações da Participação, do Associativismo e do Confronto Político” (INCT Participa), o Observatório da Filantropia e do Investimento Social Privado (OFISP) nasce para reunir, organizar e disseminar informações sobre o setor.

O objetivo é democratizar o acesso ao conhecimento e aproximar academia, organizações da sociedade civil e especialistas, contribuindo para o fortalecimento da filantropia e da cultura de doação no país. “Trata-se de uma rede que atua de forma contínua e colaborativa na produção, sistematização e disseminação de conhecimento sobre o campo”, afirma a coordenadora de Conhecimento do GIFE, Patrícia Kunrath.

Em formato de plataforma digital, o Observatório reunirá dados, pesquisas, artigos científicos e um acervo histórico. A proposta é oferecer conteúdos que apoiem tanto a produção acadêmica quanto a formulação de políticas públicas e a tomada de decisão por organizações que atuam com filantropia e ISP, contribuindo para um ecossistema ainda mais transparente, articulado e qualificado.

A iniciativa conta com a parceria do Grupo de Estudos de Modelos de Apoio à Ciência (Gema Filantropia) da Universidade de São Paulo (USP). Antes mesmo do lançamento — que acontece na tarde desta terça-feira, em formato on-line — o OFISP já reúne informações sobre mais de 300 organizações que atuam com filantropia e Investimento Social Privado.

Com uma governança compartilhada, a plataforma conecta organizações, pesquisadores e universidades. Entre as informações disponíveis estão áreas de atuação, localização das organizações e redes das quais essas instituições participam.

Segundo o GIFE, a expectativa é que o Observatório se consolide como uma espécie de atlas da filantropia e do Investimento Social Privado brasileiro, tornando-se referência nacional para pesquisas, análises e o aprimoramento de iniciativas filantrópicas e de Investimento Social Privado.

“O ISP e a filantropia precisam orientar suas decisões com base em evidências. Compreender seus desafios, potencialidades e impactos a partir de pesquisas produzidas por universidades e organizações da sociedade civil é fundamental para ampliar a contribuição do setor no enfrentamento das desigualdades e no fortalecimento da democracia”, destaca o secretário-geral do GIFE, Cassio França.

Além do INCT Participa e do Gema Filantropia/USP, o OFISP conta com o apoio do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), do Fundo de Fomento à Filantropia e do Instituto Pensi. A iniciativa também reúne parcerias com instituições como Comunitas, Plataforma Conjunta, Rede Comuá, Grupo de Pesquisa Associativismo, Contestação e Engajamento (GPACE/UFRGS), Instituto Beja, Instituto Phi, Movimento por uma Cultura de Doação e Iniciativa Pipa.

O GIFE – O Grupo de Institutos, Fundações e Empresas atua há 30 anos pelo fortalecimento da filantropia e do Investimento Social Privado, conectando parcela robusta de investidores sociais do país. O GIFE mobiliza 170 instituições associadas que investem e/ou executam iniciativas e projetos de interesse público voltados à redução das desigualdades, geração de renda e oportunidades, educação, justiça climática, equidade racial e de gênero, saúde e apoio à juventude, entre outros temas. Considerando apenas o ano de 2024, o ISP mobilizado por associados ao GIFE chegou ao patamar de R$ 5,8 bilhões: segundo maior volume de uma série de 13 anos, atrás apenas de 2020, ano da pandemia da Covid-19.