Parceria público-privada com OSC impulsiona qualificação profissional no Maranhão
Impacto das ONGs
O fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e das escolas de tempo integral no Maranhão garantiram, pela primeira vez, o acesso de um estado brasileiro a recursos de um mecanismo de complementação do Fundeb, elevando os investimentos federais na educação do estado. Com a implantação do programa Educa Mais, em 2025, 152 escolas, em mais de 100 municípios maranhenses, passaram a oferecer formação geral articulada à qualificação profissional, apoiadas por infraestrutura fortalecida, tecnologia educacional e capacitação docente.
Atualmente, há 26.672 estudantes matriculados nos cursos técnicos de complementação ao Ensino Médio e 719 professores, selecionados por edital, matriculados na pós-graduação lato sensu em Docência em Educação Profissional e Tecnológica (EPT). O programa, implantado pela Secretaria Estadual de Educação (SEDUC/MA) em parceria com o IPGC – Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades, oferece aos alunos 20 cursos distribuídos em três eixos: Gestão e Negócios; Informação e Comunicação; e Turismo, Hospitalidade e Lazer, com material didático e avaliações desenvolvidas pelo IPGC.
O IPGC é uma organização social que promove o desenvolvimento socioeconômico de municípios e estados por meio de soluções inovadoras em gestão pública. No Maranhão, sua atuação com o IPGC Educa inclui a produção de material didático, capacitação de professores, melhoria da infraestrutura de conectividade e acesso a uma plataforma moderna de aprendizagem com conteúdos interativos.
Com a implantação do projeto, pela primeira vez, um estado brasileiro teve acesso aos recursos do VAAT (Valor Aluno/Ano Total), mecanismo de complementação do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). O valor repassado pelo Ministério da Educação para o estado do Maranhão especificamente para o Ensino Médio Integrado à Educação Profissional e Tecnológica (EPT) subiu R$ 150,5 milhões em 2025, em comparação à 2023 (antes da implantação do projeto). Até então, esse tipo de repasse vinha sendo direcionado apenas às redes municipais.
O professor Antonio Evangelista, do Centro de Ensino Aparício Bandeira, no município de Vitorino Freire (MA), ingressou na rede estadual no início de 2025 por meio de um edital de seleção para a pós-graduação em Docência na Educação Profissional e Tecnológica (EPT), ofertado a distância pelo IPGC em parceria com a SEDUC/MA, com carga horária de 360 horas.
Graduado em Sistemas de Informação, Evangelista concilia a pós-graduação com as aulas que ministra no Ensino Médio da rede estadual, oferecendo formação técnica no contraturno escolar. Ele é responsável pelas disciplinas “Serviços de redes locais”, “Cabeamento estruturado” e “Instalação e configuração de servidores”. Este ano, lecionou para uma turma de 23 alunos do 2º ano do Ensino Médio — estudantes que seguem no programa em 2026, até a conclusão.
“O Ambiente Virtual de Aprendizagem, onde cursamos a pós-graduação, contribui bastante para o aprendizado. E eu, como docente, reforço a importância de que os alunos adquiram o conhecimento técnico para conquistar um bom emprego enquanto cursam a faculdade”, afirma Evangelista.
Leonardo Santos, fundador e diretor-presidente do IPGC, destaca que este modelo fortalece a rede pública ao investir na infraestrutura existente, manter o jovem na escola básica, valorizar os professores e operar com gestão territorial:
“Em outros Estados, modelos menos consolidados compram vagas em escolas privadas, afastando e enfraquecendo o vínculo do estudante com a sua escola e comunidade, aumentando custos e fragmentando a rede pública de educação”.
