Solidariedade: jogador de futebol ajuda massagista a vencer analfabetismo

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Atacante de clube goiano percebeu que massagista do time não sabia ler e escrever, então passou a dar aulas particulares em sua casa; Brasil tem 14 milhões de analfabetos

Por Redação

O Brasil tem 14 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O jogador de futebol Caio Cézar, ao ver que Rincon, massagista do clube em que joga, não era letrado, ensinou-o a ler e escrever. As aulas particulares aconteciam no período da noite na casa do atacante com o auxílio de sua esposa. 

Depois de machucar o tornozelo em uma partida, o atleta Caio Cézar enviou uma mensagem de texto para o massagista do time para pedir uma medicação. No entanto, ele foi surpreendido pela solicitação do amigo para que enviasse um áudio, pois não sabia ler. “O que me tocou foi quando eu perguntei se tinha interesse em aprender a ler e escrever, ele prontamente respondeu com muito entusiasmo que sim e na resposta dele eu senti que era um sonho se alfabetizar”, conta.

Assim, o jogador começou a dar aulas particulares a Rincon todos os dias no período da noite, na casa do próprio jogador, que conta com a ajuda de sua esposa para ensinar o massagista. “O sentimento é de gratidão a Deus por ter me dado a oportunidade de conhecê-lo e poder estar ajudando. Pode ser um ato simples pra muitos, mas para ele será uma grande mudança na sua vida, principalmente no mundo de hoje que é tão digital”, completa.

Rincon conta que, antes, tinha vergonha de não saber ler. “Eu pedia assim: ‘Deus, uma dia vai chegar uma pessoa e me ensinar’. Pintaram um anjo e uma anja para me ensinar. Hoje eu aprendi e estou feliz. Chorei de alegria”, disse o massagista.

A ação de solidariedade no time está ligada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 4, que diz respeito à educação de qualidade. Os ODS fazem parte de metas da Agenda 2030 da ONU por um mundo mais justo e igualitário.