Único museu de Roraima é demolido depois de uma década de abandono

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O Museu Integrado de Roraima (MIRR), único do estado,  foi demolido pelo governo após 12 anos de abandono.

Parque Anauá, zona Leste de Boa Vista, onde funcionava o Museu Integrado de Roraima (MIRR)/ Imagem: governo de Roraima

A poeira, destroços, lixo e a placa avisando que naquele espaço funcionava o Museu Integrado de Roraima (MIRR) foram as únicas coisas que sobraram do único espaço onde eram conservados a relíquias da história roraimense.

O prédio, antes localizado no Parque Anauá, zona Leste de Boa Vista, foi demolido pelo governo após 12 anos de abandono. O prédio foi demolido pelo governo do estado no início de maio. Um dia depois da estrutura ir abaixo, a reportagem do g1 esteve no local e encontrou operários ainda trabalhando para organizar os destroços. Os telhados, tijolos, portas e janelas que antes faziam parte da estrutura do único museu de Roraima agora seriam descartados.

Para o arquiteto e urbanista, que é membro do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAUB), Nikson Dias de Oliveira, a demolição do prédio simboliza o descaso com a história e com os símbolos que fizeram o estado de Roraima.

“A demolição do MIRR sinaliza um apagamento da história roraimense, o deletar de um marco histórico que repetidamente acontece em todo território brasileiro. Patrimônio histórico existe para proteger os bens culturais e naturais que possuem herança histórica, artística, arquitetônica, urbanística, paisagística, arqueológica, entre outras áreas do conhecimento”, destacou.

Ficavam expostos no local materiais arqueológicos, peças de arte, materiais líticos, cerâmicos, ossos humanos e animais, restos alimentares, contas de colar (adornos), material construtivo, metal, vidros entre outras coisas.

Além disso, havia também uma lápide em homenagem ao pesquisador Theodor Koch-Grünberg – um dos pioneiros no uso de recursos cinematográficos e fonográficos em pesquisas de campo em Roraima no início do século XX. Ele morreu de malária, em Caracaraí, região Sul.

Desde o abandono, o acervo estão em uma sala na sede da Secretaria de Cultura (Secult) – alguns, fechados para visitação, conforme o Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

 

Fonte: g1