64 pessoas transexuais e travestis foram assassinadas em 2020

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O Brasil continua sendo o país que mais assassina pessoas trans no mundo. Assassinatos ocorreram de janeiro a abril 

Bandeira símbolo da causa trans carregada por participantes da Parada LGBT de São Paulo

Por: Isabela Alves

De janeiro a abril deste ano, o Brasil registrou 64 assassinatos de pessoas transexuais e travestis. O número representa um aumento de 49% em relação ao mesmo período de 2019. Os dados são de um boletim elaborado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra).

Em 2017, foram 58 homicídios notificados e em 2018 foram 63. A Antra ressalta que tais números não representam exatamente a realidade, já que existe a subnotificação. 

O comunicado ainda diz que “muitas não são vistas como gente, e as travestis profissionais do sexo, em sua maioria negras e semianalfabetas que desempenham sua função na rua, enfrentam diversos estigmas no país que mais assassina pessoas trans do mundo”. 

A entidade afirmou que a expectativa era de que, com a pandemia do Covid-19, houvesse uma queda nos índices. No entanto, os assassinatos e a violência contra essa população apresentou o maior aumento dos últimos quatro anos. 

Fonte: Agência Brasil