Mempodera destaca compromisso com ODS em trabalho com jovens vulneráveis
Impacto das ONGsNa Mempodera, meninas de 6 a 17 anos, em São Paulo e no Maranhão, participam de atividades que unem luta e inglês de forma educativa, lúdica e empoderadora

A Mempodera, organização da sociedade civil (OSC) que oferece wrestling e inglês gratuitamente para crianças e adolescentes, destacou o seu compromisso com Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Em nota à imprensa, a OSC salientou as práticas cotidianas da sua equipe para o alcance dos objetivos propostos pela Agenda 2030 da ONU.
“Dentre todos os ODS, há alguns que são mais trabalhados. A Mempodera em si já atua dentro dos ODS 5 (igualdade de gênero) e 10 (redução das desigualdades), pois é um projeto afirmativo para meninas e que trabalha o empoderamento por meio do esporte”, comentou Mayara Graciano, coordenadora da Mempodera.
Igualdade de gênero
Pensando no ODS 5, a organização destacou que o próprio ensino do wrestling, modalidade de luta historicamente ligada ao masculino, é uma forma de romper com os estereótipos de gênero e apoiar o objetivo de igualdade de gênero. Nesse sentido, a Mempodera afirmou que, entre professores, monitores e equipe administrativa, 95% são mulheres, sendo 85,7% negras ou pardas, 35,7% pessoas LGBTQIAP+ e 7,1% pessoas trans.
Além disso, Mayara falou sobre a busca constante da organização em alinhar o ensino da luta e do inglês aos ODS, sobretudo, com o ODS 4 (Educação de qualidade). “Com isso, ainda conseguimos falar sobre racismo, bullying, prevenção ao abuso e a violência sexual, patriarcado e machismo, entre outros temas sociais e de cidadania. Recentemente, apresentamos o curta-metragem ‘Dudu e o Lápis Cor da Pele’ para conseguirmos abordar o tema de forma lúdica. Ao final, as meninas puderam expressar suas opiniões e até construirmos cartazes para elas terem a consciência de que não existe um lápis cor de pele”, contou.
Redução das desigualdades
Em relação ao ODS 10 (Redução das desigualdades), a Mempodera afirmou atuar em territórios de grande vulnerabilidade social. Ao oferecer o wrestling e o inglês para as meninas que moram em regiões como Cubatão, Itariri, Pedro de Toledo (SP) e São Luís (MA), a organização busca romper barreiras e proporcionar oportunidades para as meninas.
“A maioria das jovens jamais teria a chance de vivenciar o esporte de forma estruturada ou aprender inglês, uma língua que abre portas. Por meio de parcerias com escolas públicas, lideranças comunitárias e secretarias de educação, promovemos inclusão, equidade e nivelamento de oportunidades. Nosso trabalho contribui para reduzir desigualdades socioeconômicas, educacionais e de gênero, valorizando cada participante como parte essencial da transformação de sua comunidade”, destaca Lidia Silva, gerente geral e diretora financeira da Mempodera.
Por fim, a organização destacou a importância do apoio e o patrocínio dos seus parceiros. Nesse sentido, a Mempodera citou a colaboração de empresas como a Neoenergia, Redecard Itaú, Unipar, Vivara, B3, CMOC Brasil e Transpetro, que apoiam via Lei de Incentivo ao Esporte, o Ministério do Esporte e o Governo Federal.
