O que aprendi sobre o Terceiro Setor no Japão e na China
Cultura Organizacional

Por Tito Santana
Antes de tudo, preciso pedir desculpas pela minha ausência nas últimas semanas — estive em uma jornada intensa e inspiradora de 24 dias pelo Japão e pela China. Foram dias de imersão, visitando empresas, instituições e projetos sociais para entender, na prática, como o impacto social se manifesta em contextos tão diferentes do nosso.
A experiência me fez enxergar com clareza a diferença entre o terceiro setor em um país em desenvolvimento, como o Brasil, e em países desenvolvidos ou de orientação socialista. O contraste é revelador — não apenas nas estruturas de gestão, mas principalmente na cultura do impacto.
No Japão, o terceiro setor é uma força viva na preservação da herança cultural e tradicionalidade. As organizações locais assumem a missão de resgatar costumes, valorizar festividades regionais e transmitir práticas que formam o tecido social japonês. Além disso, impressiona o quanto essas organizações se dedicam à educação cidadã: campanhas de bons modos, gentileza urbana e convivência respeitosa fazem parte do cotidiano. Outro destaque é a inclusão, um tema tratado com profundo respeito — reflexo direto de uma população idosa que impulsiona políticas e iniciativas voltadas à acessibilidade e à autonomia.
Já na China, encontrei um cenário completamente distinto. Lá, o Estado é o grande protagonista das ações sociais. As organizações civis têm presença modesta e atuam muito mais como observatórios e centros de dados do que como prestadoras diretas de serviços. Ainda assim, o nível de desenvolvimento é extraordinário — e derruba muitos estereótipos que aprendemos na escola. É um país com altos índices de qualidade de vida, infraestrutura exemplar e uma eficiência impressionante na execução de políticas públicas.
Essas viagens fazem parte de uma busca pessoal e profissional: entender o impacto social sob diferentes lentes culturais. Com o Japão e a China, já são 12 países que visitei com o propósito de mapear boas práticas, padrões de gestão e formas de engajamento cívico. Cada aprendizado alimenta o método que venho aperfeiçoando e que chamo de “Jornada do Impacto”, um passo a passo para perpetuar ideias e projetos, tema central do meu próximo livro.
Convido você a acompanhar essa aventura pelo mundo, onde o impacto social ganha novas cores, sons e significados. Siga meus relatos e bastidores no Instagram @otitosantana e mergulhe comigo nessa jornada global de transformação.
Obrigado pela leitura.
Até breve!
*A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião do Observatório do Terceiro Setor.
