Escola do Paraná conquista selo da ODS em projeto de Educação e Ancestralidade
Educação
Marista Escola Social Ecológica recebeu o Prêmio SESI ODS 2025, que certifica iniciativas que contribuem para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU
O Marista Escola Social Ecológica, localizado em Almirante Tamandaré (PR), conquistou o Prêmio SESI ODS 2025, pelo projeto “Educação Antirracista – Educação e Ancestralidade”, uma iniciativa que já impactou diretamente cerca de mil pessoas entre estudantes, educadores, famílias e comunidade local.
Além de incentivar ações voltadas para as questões ambientais, sociais e de governança corporativa, o Prêmio Sesi ODS tem como objetivo reconhecer e divulgar práticas para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
O projeto do Marista Escola Social Ecológica existe desde 2024, com o compromisso de enfrentar o racismo estrutural presente nas práticas pedagógicas e nas relações escolares, consolidando uma cultura educacional equitativa, plural e crítica.
A proposta surge em consonância com a Lei 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Inserida em um território de vulnerabilidade social, a escola reconhece que o racismo estrutural se reproduz nos espaços educativos e aposta na valorização da ancestralidade afro-brasileira como caminho para a justiça racial e a redução das desigualdades.
A ação tem como objetivos promover uma cultura escolar antirracista e democrática, formar educadores, estudantes e famílias sobre questões étnico-raciais, valorizar a ancestralidade afro-brasileira e fortalecer vínculos entre escola e território.
A diretora da escola, Karin Santos Lacerda, explica como o projeto é aplicado aos estudantes e aos moradores da comunidade local. “A metodologia combina formações teóricas e práticas para toda a equipe escolar, projetos interdisciplinares, oficinas temáticas, rodas de conversa, leituras mediadas e a partir de 2026 visitas a espaços culturais afro-referenciados”, diz a diretora.
As famílias participam de cafés literários e mostras culturais, enquanto os estudantes protagonizam atividades como desfiles afro, apresentações de capoeira e degustação da culinária afro-brasileira. A coordenação das ações é realizada pelo Comitê Local de Educação Antirracista, formado por docentes, equipe técnica, direção e famílias.
Entre os resultados já alcançados estão a transformação das práticas pedagógicas para uma perspectiva antirracista, a ampliação da escuta ativa e do engajamento da comunidade escolar, a redução de situações de preconceito e racismo entre estudantes e o fortalecimento dos vínculos entre escola e território.
Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 4, 10 e 18), o projeto contribui para garantir uma educação inclusiva e de qualidade, reduzir desigualdades étnico-raciais e promover a valorização da ancestralidade afro-brasileira.
