ONG Zoé dobra atendimentos na Amazônia e fecha ano com crescimento histórico

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Expedições no Pará reforçam assistência médica a comunidades indígenas e ribeirinhas e ampliam parcerias com instituições de ensino e pesquisa

ONG Zoé dobra atendimentos na Amazônia e fecha ano com crescimento histórico
Arquivo pessoal Marcelo Averbach – Mulheres da comunidade indígena observam cirurgia realizada por medico da ONG Zoé

A ONG paulistana Zoé encerra 2025 com 7.861 atendimentos realizados no Pará, quase o dobro do registrado no ano passado, impulsionada pelo aumento de doações, expansão de especialidades e fortalecimento de parcerias acadêmicas nacionais e internacionais.

Com atuação focada em levar saúde especializada a regiões de difícil acesso na Amazônia, como comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas, a Zoé celebra um ano de crescimento recorde. Somente em 2025, o volume de doações aumentou 91,6% em relação ao mesmo período de 2024, possibilitando mais expedições, voluntários e procedimentos médicos.

As ações contemplam Belterra, Aveiro, Oeste de Santarém e Óbidos. Também fazem parte da missão comunidades de contato recente, como a etnia Zo’é, localizada no norte do Pará, que inspirou o nome da organização.

Além das cirurgias e consultas já oferecidas, como ginecológicas, de hérnia e vesícula, o ano marcou a ampliação do acesso a exames de imagem e atendimentos de diversas especialidades médicas. Em 2025, a ONG implantou novos serviços de fisiatria, oftalmologia e otorrinolaringologia, além de incluir a doação de óculos às comunidades atendidas.

O presidente da instituição, o cirurgião Marcelo Averbach, atribui o avanço ao envolvimento social crescente. “O crescimento de nossa ONG foi impulsionado, principalmente, pelo engajamento de voluntários e doadores”, afirma em nota à imprensa. Atualmente, a ONG conta com 400 profissionais ativos de diferentes áreas.

Educação e ciência como motor da transformação

Os investimentos também se estendem à formação médica. Ao longo de 2025, a Zoé firmou parcerias com a Faculdade de Medicina da USP, a Bandeira Paulista, a Liga Cirúrgica, o Sírio-Libanês e a Universidade de Nova York. Estudantes participam das expedições para vivenciar realidades distintas e se desenvolver ao lado de profissionais experientes.

O trabalho da Zoé foi reconhecido com a conquista do Prêmio Veja Saúde-Oncoclínicas e pela participação no quadro “The Wall”, do Domingão com Huck.

“A possibilidade dessa vivência singular contribui muito para a formação desses estudantes de medicina”, afirma o presidente da Zoé.

Expedições

Entre 28 de novembro e 6 de dezembro, duas expedições simultâneas devem somar cerca de 1.500 atendimentos:

Belterra: cirurgias e consultas no Hospital Municipal;

Comunidade Zoé: cirurgias laparoscópicas realizadas diretamente na aldeia, com apoio da SESAI e da Fundação Dieter Morszeck

Números totais

  • 7.861 atendimentos entre janeiro e novembro de 2025

  • Previsão de +1.500, totalizando quase o dobro de 2024

  • 400 voluntários ativos

  • 91,6% de aumento nos recursos arrecadados

  • 42 expedições realizadas no Pará desde a fundação

Doações podem ser realizadas no site oficial da ONG Zoé. A organização também mantém canais de comunicação para estimular o voluntariado e a divulgação de suas ações.