Machado Meyer é a primeira organização a conquistar o Selo IDC
Empresas do BemMachado Meyer é a primeira organização reconhecida pela certificação internacional que avalia como empresas integram diversidade cultural, governança e impacto social em suas estratégias

O Machado Meyer Advogados tornou-se a primeira organização a receber o Selo IDC (Inclusão e Diversidade pela Cultura). O anúncio foi feito durante o evento de lançamento da certificação, realizado na Pinacoteca de São Paulo.
O Selo IDC é um reconhecimento internacional concedido pela Rede CSSC, resultado de uma pesquisa desenvolvida ao longo de mais de 20 anos e consolidada nos últimos anos na Université Paris Cité. A certificação utiliza uma metodologia rigorosa para avaliar como empresas incorporam a diversidade cultural em suas estratégias.
A avaliação ocorre em duas frentes principais: a análise das políticas de recursos humanos, governança e diversidade nas equipes; e a medição do impacto da empresa nos territórios, nas comunidades tradicionais e sua contribuição para as indústrias culturais.
O Observatório do Terceiro Setor esteve presente no lançamento do selo IDC e conversou com Lilian Richieri Hanania, cofundadora e líder da Rede CSSC e idealizadora da metodologia.
“Essa compreensão da importância da cultura e da sustentabilidade ainda está tentando ganhar espaço nas empresas. A ideia era valorizar as empresas que estão tentando fazer alguma coisa. Há muitas empresas atuando nesse campo, como vimos neste evento, e queremos entender como podemos valorizar e encorajar essas iniciativas”, afirmou Lilian.
A cofundadora também comentou sobre os desafios enfrentados durante o desenvolvimento da certificação.
“A escuta das empresas foi um dos maiores desafios. Chegar até as pessoas que têm o poder de decisão dentro das organizações e que podem dedicar tempo para responder aos questionários foi a parte mais difícil”, explicou.

Segundo ela, o processo também revelou experiências inspiradoras.
“Encontramos diretores e líderes visionários que reconhecem naturalmente a importância da cultura e da diversidade, mas que ainda buscavam caminhos para estruturar essas ações dentro da estratégia empresarial. Foi muito inspirador trabalhar com empresas que querem transformar a sociedade, como é o caso da Machado Meyer e da Coface”, finalizou.
O Observatório do Terceiro Setor também conversou com Helena Rabethge, diretora executiva do Instituto Machado Meyer, que representou a organização pioneira a receber o selo.
“O passo mais importante para chegarmos a esse reconhecimento foi a forma como conduzimos a gestão da responsabilidade social corporativa no escritório. Temos uma escuta muito ativa em relação às organizações que apoiamos. O tema da diversidade é transversal e não pode ser visto em caixinhas, mas sim de forma integrada, com uma visão 360º”, afirmou Helena.
Ela também destacou que o diálogo constante com organizações sociais fortalece o trabalho desenvolvido pela instituição.
“Com esse olhar, mantemos as portas abertas para que organizações se sintam à vontade para dialogar conosco, apresentar ideias ou construir parcerias. Nosso compromisso é atuar com transparência e colaboração”, disse.
Helena comentou sobre o processo de avaliação realizado para a certificação.
“O questionário nos ajudou a construir um roteiro de melhorias e identificar ações que podem ser implementadas de forma mais imediata, com impacto relevante, mesmo quando não há recursos disponíveis para mudanças estruturais. Tudo isso passa a fazer parte do nosso radar estratégico”, concluiu.
Lançamento do Selo IDC
A abertura do evento reforçou que a sustentabilidade de longo prazo depende da cultura como infraestrutura social.
Piatã Stoklos Kignel, diretor de desenvolvimento institucional do Museu Judaico de São Paulo e membro da Rede CSSC, destacou que a cultura deve ser tratada como um direito humano dentro das corporações.
“Se queremos sustentabilidade de longo prazo, precisamos integrar a cultura de forma estruturada às estratégias corporativas e aos princípios de ESG. Isso passa pela responsabilidade das empresas em relação aos direitos culturais enquanto direitos humanos”, afirmou.
Sob mediação de Giuliana Kauark, dois painéis aprofundaram o debate sobre a cultura como valor estratégico para as empresas e fator de impacto territorial.
O primeiro abordou o tema “O investimento das empresas na promoção do desenvolvimento sustentável, dos direitos humanos, da cidadania e das identidades culturais”. Participaram Gisele Dupin, da Secretaria da Diversidade Cultural e Cidadania do Ministério da Cultura; Silvia Heidrich, da Coface; Dione Assis, da Black Sisters in Law; e Maurício Trindade, do Sesc.
O segundo painel discutiu “O impacto social do apoio empresarial a projetos que integram cultura e diversidade cultural”. Entre os participantes estavam Cláudia Leitão, da Secretaria da Economia Criativa do Ministério da Cultura; Lina Pimentel, da Fundação FEAC; Felipe Bannitz, da Mandu Social; e Bruno Temer, da Michelin.
Com essa conquista, o Machado Meyer estabelece um novo padrão para o setor jurídico ao demonstrar que a cultura pode ser um ativo mensurável de reputação e impacto social.
Reconhecimento com olhar internacional
O Selo IDC é concedido por uma rede internacional e multidisciplinar de especialistas dedicada a avaliar, reconhecer e dar visibilidade a empresas comprometidas com a cultura e a diversidade cultural como vetores de sustentabilidade, governança e reputação.
A iniciativa nasceu no ambiente acadêmico europeu e busca aproximar empresas, universidades, organizações do terceiro setor e formuladores de políticas públicas, promovendo uma agenda internacional de reflexão e disseminação de boas práticas sobre o papel das empresas na valorização da diversidade cultural.
Sobre o Machado Meyer Advogados
Fundado em 1972, o Machado Meyer é um dos mais respeitados escritórios de advocacia do Brasil. Em 2022, a instituição celebrou 50 anos de atuação.
O escritório oferece assistência jurídica a clientes nacionais e internacionais, incluindo grandes corporações de diversos setores, instituições financeiras e entidades governamentais. Atualmente, possui escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Nova York.
