Prêmio MOL de Jornalismo para a Solidariedade chega à 4ª edição e reconhece produções de impacto social

Premiação
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Iniciativa do Instituto MOL será realizada no dia 7 de abril, no Teatro Fecap, em São Paulo, e premiará 36 trabalhos jornalísticos que fortalecem a cultura de doação e a atuação da sociedade civil

(Reprodução Instituto MOL)

Por Vitória Serrão e Lucas Neves

A 4ª edição do Prêmio Mol de Jornalismo para a Solidariedade acontece na próxima terça-feira (07/04), no Teatro Fecap, em São Paulo. A premiação é uma iniciativa do Instituto MOL, criado em 2020 como um braço social do Grupo Mol. A entrada é gratuita e as inscrições podem ser feitas diretamente no site do evento.

A cerimônia busca reconhecer 36 produções jornalísticas de profissionais, estudantes da comunicação e comunicadores populares que contribuem para fortalecer a cultura de doação, a solidariedade e a atuação das organizações da sociedade civil, destacando a importância dos temas para o exercício da cidadania no Brasil.

Em entrevista ao Observatório do Terceiro Setor, a Líder de Projetos do Instituto MOL, Ana Júlia, reforça que a cobertura jornalística tem papel fundamental na forma como a sociedade percebe o terceiro setor, contribuindo para romper estereótipos, contextualizar problemas sociais e mostrar que existem pessoas e organizações atuando de forma consistente nos territórios.

“Ao dar visibilidade a essas iniciativas, o jornalismo contribui para aproximar o público das causas, ampliar a confiança nas organizações e tornar mais concreto o impacto do trabalho que elas realizam. Além disso, a imprensa pode estimular diferentes formas de engajamento, seja por meio de doações, voluntariado ou apoio institucional. É um movimento que fortalece o ecossistema da sociedade civil e reforça o papel do jornalismo como aliado na construção de uma sociedade mais justa e participativa”, enfatiza.

Além da cerimônia de premiação, o evento conta com a mesa de debate “Desinformação, territórios e a pauta em disputa: caminhos para o jornalismo brasileiro”.

A mediação será feita pelos jurados da edição: Gizele Martins, jornalista homenageada com o Prêmio Especial Vladimir Herzog 2024, Marcelle Chagas, fundadora da Rede de Jornalistas Pretos pela Diversidade na Comunicação e Rodrigo Souza, embaixador da juventude no UNODC (Escritório da ONU sobre Drogas e Crime).

Reconhecimento para diferentes regiões do país

Serão premiados trabalhos nas categorias texto, áudio, vídeo e fotografia publicados em veículos de comunicação profissionais, acadêmicos ou comunitários no período de 1º de janeiro de 2025 a 21 de janeiro de 2026. Neste ano, a premiação contou com 231 inscrições, representando 24 estados, 71 cidades e 38 universidades.

Segundo Marcelle Chagas, uma das juradas da 4ª edição prêmio, as produções inscritas demonstram alta qualidade e reforçam um jornalismo de impacto social, ao traduzir os desafios enfrentados pela população eparesentar iniciativas que geram superação.

“A cada pauta analisada, mesmo quando tratava de temas sensíveis, era possível perceber a riqueza e a preocupação em entregar um material de qualidade. Foi uma experiência inspiradora, que reforça a esperança no futuro do jornalismo e na continuidade desse trabalho de impacto social”, compartilha Marcelle.

As produções abordam temas como fome, justiça climática, cultura, direitos humanos, territórios periféricos, meio ambiente e ações coletivas que impactam comunidades vulneráveis no Brasil.

Produções de impacto social fazem a diferença

Como pré-requisito para a inscrição no Prêmio, profissionais e estudantes de jornalismo participaram do Curso MOL de Jornalismo para a Solidariedade, desenvolvido pelo Instituto MOL, que ofereceu gratuitamente orientação e preparo para a abordagem de pautas voltadas ao terceiro setor.

Uma das vencedoras da edição anterior, Carol Lima, conquistou o terceiro lugar com uma produção sobre mães atípicas.  A inspiração surgiu de sua própria história, ao encontrar no projeto Mães Azuis, de forma gratuita amparo psicológico, dicas para terapias e uma rede de mulheres que compartilhavam os mesmos desafios.

Para Carol, há uma grande diferença entre uma reportagem que apenas informa e uma produção que gera impacto social.

“A diferença para mim de uma matéria que informa e para uma matéria social é muito grande, pois eu tenho um pé muito forte em produzir matérias com impacto social, sou da periferia de Itapevi, então convivo muito com projetos sociais e que fazem diferença na sociedade, para mim, a matéria social  fortalece, impacta e transforma vidas”, ressalta Carol.

O Prêmio MOL busca fortalecer o jornalismo como um agente ativo na construção de uma cultura de solidariedade no país, partindo do entendimento de que contar boas histórias sobre o terceiro setor ajuda a transformar percepções, ampliar repertórios e gerar engajamento. Ao longo das edições,  a premiação tem apresentado uma diversidade maior de pautas e territórios representados, evidenciando um movimento importante dentro do próprio jornalismo brasileiro.