Campanha “Balde de Gelo”, febre das redes sociais, ajuda pesquisa e tratamento da esclerose lateral amiotrófica
Nos últimos dias, você deve ter ouvido falar ou ter visto nas redes sociais fotos de pessoas famosas tomando um banho de água gelada. O desafio é por uma boa causa: trata-se da Campanha “Balde de Gelo”, iniciada há um mês com o intuito de arrecadar fundos para a Associação Americana de ELA – esclerose lateral amiotrófica (ALSA em inglês), que foi abraçada por muitas celebridades nos Estados Unidos e agora chega ao Brasil por meio da Associação Pró-Cura da ELA.
A campanha consiste em desafiar três pessoas a fazer uma doação de US$ 100,00 e, caso não o façam, devem tomar um banho com um balde de água com gelo, tudo em 24h. Como a visibilidade de celebridades tomando banhos de água gelada foi grande demais, optou-se por fazer os dois e assim divulgar ainda mais a causa.
Entre os famosos americanos que já participaram estão Oprah Winfrey, Bill Gates, Steven Spielberg e Marck Zuckenberg. Do Brasil, já postaram seus vídeos Gisele Bündchen, Neymar, Luciano Huck, Ivete Sangalo e Ana Maria Braga, que o fez ao vivo em seu programa.
Gisele aceitou o desafio de Angélica e publicou em seu perfil no Facebook, na tarde desta segunda-feira: “Meu tio Milton e a mãe da minha querida amiga Charlene perderam a luta contra a ELA (esclerose lateral amiotrófica). Em homenagem a eles e a todas as famílias que passam por essa doença, estou doando dinheiro e também aceitando o desafio do ‘balde de gelo’”, disse a top, que convidou Shakira, Anna Wintour e Mario Testino a participar.
Neymar participou da campanha e usou seu perfil no Instagram para divulgar: “É legal que todo mundo saiba porque tá todo mundo tomando banho gelado. A campanha é mundial e a Associação Pró-Cura da ELA – Esclerose Lateral Amiotrófica DAQUI (do Brasil) também precisa de recursos!”
A esclerose lateral amiotrófica é uma doença rara degenerativa, que paralisa os músculos do corpo sem atingir as funções cerebrais. Ela é provocada pela degeneração no primeiro neurônio motor superior no cérebro e no segundo neurônio motor inferior na medula espinhal. Esses neurônios são células nervosas especializadas que, ao perderem a capacidade de transmitir os impulsos nervosos, dão origem à doença. A principal consequência é a perda de força e atrofia muscular.
Em torno de 2.500 pessoas são diagnosticadas com ELA anualmente no Brasil. A incidência em nosso país, assim como nos Estados Unidos é entre duas a quatro em cada 100 mil pessoas. Aqui, a estimativa é de que mais de 15 mil brasileiros sejam pacientes de ELA. A expectativa de vida desta doença é variável e muitas pessoas vivem com qualidade de vida por mais de cinco, dez anos. Em alguns casos até vinte. Mais da metade de todos os pacientes vivem mais de três anos após o diagnóstico.
Nos Estados Unidos, a ALSA já arrecadou com a Campanha US$ 15,6 milhões. “Enquanto lá fora eles buscam recursos para pesquisas e pela busca da cura da doença, aqui buscamos recursos mínimos para praticar o assistencialismo, para que os pacientes mais necessitados tenham um pouco de conforto e dignidade até que seja descoberta a cura da doença”, afirma Jorge Abdalla, vice-presidente da Associação Pró-Cura da ELA.
Para colaborar com a campanha, com qualquer valor, basta fazer um depósito na conta da Associação:
Banco Bradesco (237)
Agência: 2962-9
Conta corrente: 2988-2
Razão Social: Associação Pró-Cura da Esclerose Lateral Amiotrófica
CNPJ: 18.989.225/0001-88


