Com mais de R$ 34 milhões investidos, Fundação Feac lança Relatório de Gestão e Impacto e consolida papel de articuladora sistêmica em Campi
Impacto das ONGs
A Fundação FEAC lança oficialmente o seu Relatório de Gestão e Impacto 2025. O documento registra um momento histórico de evolução institucional da organização que, após seis décadas de atuação sólida no fortalecimento da assistência social na Região Metropolitana de Campinas (RMC), consolida a sua transição de mantenedora para um papel muito mais ativo: o de investidora social estratégica e articuladora sistêmica do ecossistema social. A evolução também é destacada pela utilização de inteligência territorial e de evidências para direcionar investimentos e estratégias.
Ao longo de 2025, a Fundação FEAC mobilizou o total de R$ 34,69 milhões em investimento social. Desse valor, R$ 29,559 milhões foram destinados diretamente ao apoio a terceiros e parcerias com 62 Organizações da Sociedade Civil (OSCs) executoras, somados a R$ 5,13 milhões aportados no desenvolvimento e manutenção de uma equipe socioeducativa altamente qualificada nos territórios. Ao todo, foram conduzidos 84 projetos focados em três grandes pilares: Acesso a Direitos Sociais; Inclusão Produtiva; e Convivência Familiar e Comunitária Saudável.
Realidade socioeconômica e diagnóstico territorial
A atuação da Fundação FEAC em 2025 foi profundamente balizada pelo uso de evidências e dados socioterritoriais. Um dos grandes destaques do ano foi a realização da pesquisa “Vozes Campineiras”, encomendada ao Instituto Quaest. Embora Campinas figure entre as 15 maiores economias do Brasil e 90% dos moradores considerem a cidade boa para viver, o estudo acendeu um alerta: 65% da população concorda que Campinas é uma cidade desigual.
A pesquisa estruturou um Índice de Prosperidade que evidencia as disparidades intraterritoriais: enquanto o maior índice registrado é de 8,0, concentrado entre homens mais velhos, brancos, heterossexuais, sem filhos, de maior renda e residentes da região Centro-Nordeste, o menor índice é de 5,5, observado entre mulheres mais jovens, pretas, homossexuais, de menor renda, com filhos e moradoras do Centro-Oeste.
O relatório cruza esses dados com os indicadores do Cadastro Único, que aponta 138.956 famílias registradas em situação de vulnerabilidade em Campinas, com maior adensamento populacional nas macrorregiões Sul (26,8%) e Sudoeste (24,5%).
Para Renato Nahas, presidente do Conselho Curador da Fundação FEAC, transformar a realidade social de uma cidade exige leitura atenta dos contextos e disposição para rever caminhos. “Evoluir deixa de ser uma escolha estratégica e passa a ser uma necessidade. A Fundação FEAC está preparada para lidar com a complexidade dos desafios sociais de Campinas com maior rigor técnico, capacidade de articulação e leitura mais aprofundada dos territórios”, completa.
Principais indicadores e projetos do portfólio
A aplicação prática dessas diretrizes resultou em indicadores expressivos nos projetos acompanhados ao longo do ano. Entre os destaques está o Empreende Campinas, iniciativa de inclusão produtiva voltada ao fortalecimento de empreendedores em situação de vulnerabilidade nos territórios dos Amarais, Novo Flamboyant e Campo Belo. Em 2025, a ação impulsionou 2.426 beneficiários indiretos e apresentou forte aderência aos critérios de equidade da instituição, com participação de 74,6% de mulheres e 64,9% de pessoas negras.
Na frente voltada à convivência e proteção social, o Projeto Oásis, desenvolvido no Jardim Itatinga em parceria com o CEPROMM, promoveu atendimentos individuais e coletivos voltados ao fortalecimento da autonomia de mulheres em situação de vulnerabilidade. Ao todo, foram realizados mais de 300 atendimentos individuais e 60 coletivos, além de mais de 700 encaminhamentos para serviços de saúde, educação, assistência social e segurança pública.
