Como será a próxima refeição?
Direitos Humanos

Por Pedro Werneck
Nas ruas do Leblon e Ipanema, bairros cariocas de alto padrão, a realidade é impressionante. Apartamentos luxuosos convivem com catadores de latas que garimpam em lixeiras. Recentemente, caminhando numa calçada à noite, fiquei sensibilizado ao ver um morador de rua mexendo no lixo embaixo de um prédio de luxo, duas realidades tão distintas, no entanto, muito próximas, um cenário que define o abismo entre a riqueza e a miséria.
Enquanto uns desfrutam de refeições sofisticadas, outros lutam para encontrar comida. É uma realidade que se repete diariamente, sem que muitos notem.
Por que isso acontece? Por que, em um país rico, pessoas precisam garimpar comida em lixeiras? A resposta é complexa, mas é um problema que não se resolve sozinho.
A presença de pessoas em situação de rua e pobreza não é nova, mas está aumentando. Cada vez mais pessoas são empurradas para a miséria, sem acesso a oportunidades, educação ou emprego digno.
Mas há uma solução. É possível criar uma sociedade mais justa, onde todos tenham acesso a oportunidades e recursos para viver com dignidade.
Para isso, é necessário que os que têm mais contribuam para os que têm menos. Empresas e indivíduos que se beneficiam do privilégio de uma condição de vida digna, podem se envolver em iniciativas que reduzam a pobreza e a desigualdade. O governo e a sociedade civil precisam trabalhar juntos para criar políticas públicas que atendam às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.
A pergunta é: como será a próxima refeição para aqueles que lutam para sobreviver? Será que alguém vai notar? Será que alguém vai se importar? E se os que podem fazer algo nada fizerem, quem então irá fazer?
A resposta está em nossas mãos. É hora de agir. É hora de mudar o cenário. É hora de garantir que todos tenham acesso a uma refeição digna, um teto e oportunidades para viver com dignidade.
A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião do Observatório do Terceiro Setor.
